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CNE suspende auditoria após exigências da oposição

Início de recontagem de votos da eleição foi atrasada até a próxima semana

Por Da Redação 23 abr 2013, 11h33

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) suspendeu a auditoria dos votos da eleição presidencial da Venezuela devido a controvérsias internas entre chefes do conselho e a falta de informação sobre o alcance de 46% das caixas de votação, informou nesta terça-feira o jornal El Universal. Mais cedo, o coordenador do opositor Comando Simón Bolívar, Ramón José Medina, exigiu ao órgão uma resposta formal aos pedidos técnicos que haviam feito.

“Não vamos permitir uma auditoria fajuta. Deve ser de acordo com todos os protocolos técnicos. Os resultados não são irreversíveis, a auditoria serve justamente para isso”, afirmou. Para a opositora Liliana Hernández, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, só aceitou realizar a auditoria porque os presidentes da Unasul estavam reunidos e era preciso aplacar os ânimos. “Agora que acabou o show eles mudam o discurso”, denunciou.

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Medina disse que a oposição tem 15 dias úteis para impugnar a eleição diante do Tribunal Supremo de Justiça e que eles tentarão todos os recursos a que têm direito. Contudo, a chefe do Tribunal Superior de Justiça da Venezuela, Luisa Estella Morales, já rebateu os pedidos da oposição na semana passada e afirmou que uma recontagem manual dos votos não é possível no país.

Exigências – A oposição enviou um documento formal ao CNE com os protocolos técnicos exigidos. O texto dá ênfase ao artigo 437 do Regulamento da Lei Orgânica de Processos Eleitorais, que estabelece “a verificação cidadã das caixas de votação para confrontar o conteúdo dos comprovantes aos dados refletidos na ata de escrutínio”. A oposição pede uma revisão total dos cadernos de votação, atas de escrutínio, relatórios de duplicidade de votos e atas de irregularidades.

A chefe do CNE, Socorro Hernández, disse que o organismo está trabalhando em um cronograma para as auditorias e que divulgará a data de início no máximo na próxima segunda-feira. Na semana passada, a vice-presidente do CNE, Sandra Oblitas, disse que a vitória de Nicolás Maduro é irreversível e que os resultados da auditoria não influenciarão o oficial.

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