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Cientistas descobrem causa de misterioso distúrbio do sono no Cazaquistão

A doença afeta pessoas e animais de estimação desde 2013. Vítimas caem no sono repentinamente, até durante uma caminhada

Por Da Redação - 17 jul 2015, 18h14

Cientistas descobriram as causas de um estranho distúrbio do sono que afeta moradores de dois vilarejos no Cazaquistão há mais de dois anos. Segundo o governo do país, uma mina de urano na região seria responsável pela misteriosa doença que faz com que pessoas e animais de estimação caiam no sono de forma súbita, até mesmo enquanto estão caminhando. O sono pode durar até seis dias.

O problema afeta mais de 140 moradores, de um total de 810, em duas vilas no nordeste do país, reportou o jornal britânico The Guardian. Quando acordam, as vítimas apresentam perda de memória, fraqueza e dor de cabeça. Em alguns casos, o doente não chega a dormir, mas permanece em um estado de torpor que torna a fala quase incompreensível.

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A doença afeta pessoas de todas as idades, inclusive crianças. Alguns descrevem sintomas adicionais, como alucinações durante a crise de sono – entre os relatos de vítimas a um jornal local estão cavalos alados, cobras na cama e vermes que comem as mãos.

Há também informações de animais de estimação que caem no sono repentinamente e não acordam com nenhum tipo de estímulo, nem mesmo seus alimentos preferidos.

Médicos estudam a misteriosa doença desde os primeiros relatos, em março de 2013. Entre as causas descartadas pelos especialistas estão desde efeitos colaterais da vodca e encefalopatias a uma espécie de psicose coletiva.

Agora, os cientistas chegaram finalmente a uma conclusão sobre a causa do distúrbio: minas de urânio desativadas após a queda da União Soviética nas proximidades das vilas elevaram os níveis de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos no ar, de acordo com o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão Berdibek Saparbaev.

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“A redução da concentração de oxigênio no ar é a causa da doença do sono nessas vilas”, disse Saparbaev.

O governo começou a evacuar os dois vilarejos, de acordo com o jornal The Guardian.

(Da redação)

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