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Chile começa a vacinar adolescentes contra a Covid-19

População com idade entre 12 e 17 anos começa a ser vacinada nesta terça-feira, 22, com o imunizante da Pfizer/BioNTech

Por Da Redação 22 jun 2021, 12h52

O Chile, um dos países que mais vacina contra a Covid-19 no mundo, iniciou nesta terça-feira, 22, a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com o imunizante da Pfizer/BioNTech, juntando-se a outros países da região que fizeram o mesmo, como Uruguai e a República Dominicana.

A informação sobre a aprovação da imunização de menores de idade no Chile foi divulgada pelo Instituto de Saúde Pública (ISP) no dia 31 de maio.

“O objetivo é vacinar todos os adolescentes e, quando tivermos a vacina apropriada, inocular também crianças menores de 12 anos. Todos precisamos de proteção contra o coronavírus”, disse o presidente chileno, Sebastián Piñera.

Na primeira fase, acrescentou o presidente, poderão receber a vacina menores entre 12 e 17 anos em centros juvenis, centros de saúde mental e adolescentes com comorbidades, e depois terá início a imunização em massa deste grupo.

  • Além dos países sul-americanos, a vacina da Pfizer também foi aprovada em adolescentes nos Estados Unidos, no Canadá e na União Europeia.

    A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) deu autorização em maio para a aplicação emergencial da vacina de duas doses da Pfizer/BioNTech, com tecnologia de RNA mensageiro, para jovens de 12 a 15 anos.

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    Até o momento, o Chile recebeu quase 22 milhões de doses de vacinas, sendo a CoronaVac a mais numerosa (18 milhões), seguida pela Pfizer, com mais de 5 milhões; AstraZeneca, com quase 900 mil, e CanSino, com 575 mil.

    No total, mais de 9,3 milhões receberam as duas doses, o que equivale a 63% da população-alvo, e coloca o Chile como um dos países com maior percentual da população totalmente vacinada.

    Apesar de ter implementado um dos processos de imunização mais bem-sucedidos contra a Covid-19 no mundo, o país enfrentou uma onda de casos por várias semanas que elevou a ocupação de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em 95% de sua capacidade.

    “Ainda temos cerca de 2 milhões de pessoas que poderiam ter sido vacinadas e não o fizeram, e isso representa um risco para sua saúde e para de todos. A vacina é voluntária, mas todos temos uma obrigação moral”, acrescentou Piñera.

    Para evitar a propagação do vírus, foi decretada uma quarentena total para toda a cidade de Santiago há uma semana, o estado de alerta sanitário foi estendido até 30 de setembro e as fronteiras permanecem fechadas até julho.

    Desde o início da pandemia em março de 2020, quase 1,5 milhão de pessoas contraíram a Covid-19 no Chile, fazendo mais de 31.645 vítimas. 

    (Com EFE)

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