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Chile lança ‘passaporte’ para vacinados contra a Covid-19

Documento digital permite que chilenos imunizados circulem entre cidades com diferentes níveis de restrição dentro do país

Por Julia Braun Atualizado em 2 jun 2021, 11h43 - Publicado em 2 jun 2021, 11h28

Desde a semana passada funciona no Chile o passe de mobilidade nacional, uma espécie de passaporte da vacina que concede mais liberdades de circulação no interior do país às pessoas que receberam o imunizante contra a Covid-19. Com o documento, os chilenos vacinados com duas doses podem sair das áreas de quarentena e circular entre as regiões, algo proibido há meses.

O Chile tem um dos processos de imunização de maior sucesso no mundo: inoculou 55% da população-alvo com duas doses, tornando-se o terceiro país com a maior porcentagem de pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19, atrás apenas de Israel e do Bahrein.  Em números oficiais, 8 milhões de pessoas receberam duas doses do imunizante.

Ainda assim, uma segunda onda atinge o país desde março e algumas regiões aplicaram quarentenas para conter o avanço do vírus. O passe de mobilidade serve justamente para que as pessoas vacinadas nas regiões onda há restrições possam circular por outras partes do país, algo proibido há meses.

O passe consiste basicamente de um código QR presente nas carteiras de vacinação e que se torna ativo 14 dias após a aplicação da segunda dose. Os chilenos podem apresentá-lo tanto fisicamente ou digitalmente, acompanhado de um documento de identidade. Menores de idade podem viajar acompanhados dos pais imunizados, mesmo que ainda não tenham recebido a vacina.

Viagens internas

Diante da nova onda de contágios, as diferentes regiões e cidades do país foram dividas em fases de retomada das atividades. Dessa forma, os locais que se encontram na fase 1 são aqueles com maior número de casos e mortes e, portanto, mais restrições.

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Por enquanto, os moradores de estados que se encontram na fase 1 ainda não podem circular pelo restante do país, independentemente de estarem vacinados. Dentro de uma mesma região, porém, os chilenos vacinados podem fazer uso do passe de mobilidade para viajar entre comunas, que são subdivisões administrativas que podem conter cidades, vilas e aldeias.

Moradores de estados que estão na fase 2 ou outro nível superior podem viajar por todo o país, mas para se locomoverem entre diferentes estados precisam, além do passe de mobilidade, de um passaporte sanitário interregional.

“A vacinação não é uma decisão individual para proteger a saúde das pessoas vacinadas, é um ato de solidariedade para proteger a vida de suas famílias e comunidades”, disse o presidente Sebastián Piñera ao anunciar a liberação do passe de mobilidade. “Essas maiores liberdades e maior mobilidade serão ampliadas de acordo com as condições de saúde e as recomendações dos especialistas”, ressaltou o político.

O governo chileno também aproveitou o lançamento da tecnologia para anunciar que manterá o fechamento das fronteiras até 15 de junho. O Chile já havia fechado as fronteiras entre março e novembro do ano passado e voltou a repetir a medida diante do agravamento da crise sanitária que colocou o sistema de saúde sob pressão.

Na semana passada o país recebeu seu maior carregamento de vacinas, composto por 2,2 milhões de doses de CoronaVac, que representa a maior parte dos imunizantes que o Chile comprou. Além disso, recebeu doses das vacinas de Pfizer/BioNTech e AstraZeneca e já autorizou o uso da que é produzida por outra farmacêutica chinesa, a CanSino.

(Com EFE)

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