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Chefe do Estado Islâmico está “clinicamente morto”, diz rádio

Agências de notícias iraquianas também reportaram que Abu Bakr al-Baghdadi foi dado como morto pelos cirurgiões e médicos que o tratavam nas Colinas de Golã

Por Da Redação - 27 abr 2015, 19h50

O chefe do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, está “clinicamente morto”, informou nesta segunda-feira o portal da Rádio Irã. A informação também foi veiculada pelas agências de notícias Alghad Press e Al-Youm Al-Thamen, ambas do Iraque, mas ainda não pôde ser confirmada pelos serviços de inteligência do Ocidente. Não houve nenhum pronunciamento por parte da organização jihadista até o momento.

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O jornal The Guardian reportou na última semana que Baghdadi foi gravemente ferido em um ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra um comboio de veículos que cruzava al-Baaj, uma pequena localidade perto da fronteira com a Síria – numa região controlada pelos jihadistas. A ofensiva ocorreu em 18 de março. Desde então, o chefe dos terroristas teria sido transferido para um hospital nas Colinas de Golã, onde recebe tratamento de médicos e cirurgiões de nacionalidade israelense, segundo a Rádio Irã. Morte clínica é uma expressão médica usada para casos em que o paciente para de respirar e o sangue deixa de circular. A rádio iraniana não forneceu detalhes do quadro médico de Baghdadi.

A Rádio Irã diz que os jihadistas que integram a cúpula de comando do EI já juraram lealdade ao substituto de Baghdadi, o ex-professor de física Abu Alaa Afri. Um conselheiro do governo iraquiano já havia antecipado na última semana que, caso o chefe dos radicais morresse, Afri seria o escolhido para ocupar seu posto. Ele vem supervisionando todas as ações dos extremistas desde que Baghdadi se feriu.

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A revista Newsweek havia definido Afri como um estudioso da sharia, a interpretação radical do Corão na qual o EI se baseia para cometer suas atrocidades. Acredita-se que o terrorista Osama Bin Laden, fundador da Al Qaeda, cogitava apontar Afri para chefiar sua organização no Iraque, em 2010. Foi justamente nesta célula da Al Qaeda que surgiram os dissidentes jihadistas que criaram o EI. Caso a morte de Baghdadi seja confirmada, Afri deverá iniciar uma campanha de reaproximação entre os dois grupos radicais. O EI e a Al Qaeda tiveram divergências com relação a pontos estratégicos e, atualmente, combatem em lados opostos.

(Da redação)

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