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Chefe de observadores da ONU diz que Exército sírio deve por fim à violência

O chefe dos observadores da ONU na Síria, general Robert Mood, considerou nesta quinta-feira que o Exército sírio deve dar o primeiro passo para por fim à violência, após novos distúrbios em Aleppo (norte), onde a repressão às manifestações estudantis causou a morte de quatro pessoas.

“Quando dois indivíduos utilizam todos os tipos de armamentos, quem é o primeiro que deve tirar o dedo do gatilho? Quem deve dar o primeiro passo? Minha ideia é que o mais forte deve fazer isso”, disse Mood à imprensa em Homs (centro).

“Eles, o Exército e o governo, possuem a força, a posição e o potencial de generosidade para dar o primeiro passo na boa direção”, declarou.

As forças do regime sírio mataram nesta quinta-feira quatro estudantes e detiveram 200 na Universidade de Aleppo (norte), segunda maior cidade do país, apesar da presença dos observadores da ONU e do cessar-fogo instaurado há três semanas.

“Vários membros das forças de segurança penetraram na cidade universitária durante a noite depois de uma manifestação de estudantes exigindo a queda do regime e atiraram” nos estudantes, afirmou à AFP Mohammad al-Halabi, porta-voz do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Vinte e oito estudantes ficaram feridos, entre eles três com gravidade, e outros 200 foram presos, indicou a ONG.

Halabi indicou também que “as forças de segurança entraram durante a manhã nos dormitórios, expulsando os estudantes, levando seus pertences e incendiando alguns quartos”.

Logo depois, foram realizadas manifestações de solidariedade aos estudantes de Aleppo em várias cidades do país, principalmente em Damasco, em Deraa, berço da revolta no sul, e em Deir Ezzor (leste), segundo militantes.

As tropas mataram também sete civis, ente eles uma criança e uma mulher, na província de Idleb (noroeste), segundo o OSDH. Um civil, um soldado e um desertor perderam a vida em Homs (centro).