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Candidatos à presidência dos Estados Unidos defendem ação contra Estado Islâmico

Só a democrata Hillary Clinton foi mais comedida e manteve o discurso alinhado ao do presidente Obama: "A luta contra o terror nao pode ser só dos EUA"

Após os atentados assumidos pelo Estado Islâmico em Paris e a pouco mais de um ano das eleições presidenciais nos Estados Unidos, democratas e republicanos defenderam no fim de semana npvas ações do governo Barack Obama para neutralizar a organização terrorista e proteger o país – sempre um dos principais alvos.

Republicanos criticaram a administração Obama. O pré-candidato Jed Bush, irmão do ex-presidente George W. Bush, disse que os Estados Unidos deveriam assumir a liderança da guerra com o Estado Islâmico. “A administração de Obama não agiu no sentido de impedir que o Estado Islâmico se fortalecesse, mas nós devemos declarar guerra e aproveitar todo o poder diplomático e militar que temos. Nós temos essa capacidade, só não estamos mostrando vontade de fazer isso”, afirmou no domingo, em entrevista coletiva.

Outro republicano que aparece entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto do eleitorado conservador, o médico Ben Carson respondeu a questões sobre o que faria se fosse presidente atualmente para combater a organização. “Temos que reconhecer: o grupo é diferente de tudo o que vimos antes e ameaça a nossa existência”. E defendeu: “Os Estados Unidos devem usar toda a sua capacidade para eliminá-los”.

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A democrata Hillary Clinton foi mais comedida e manteve o discurso alinhado ao do presidente Obama. Ela disse que os atentados são um “lembrete sobre os desafios e a importância do país”, acrescentando, no entanto, que a luta deve ser mundial.

Segundo Hillary, o país não pode lutar sozinho. “Não podemos e não devemos fazer isso”, afirmou em uma reunião em Iowa. As declarações comedidas de Clinton custaram críticas na imprensa. A rede CNN disse que ela “falhou em não deixar uma mensagem clara” e o Washington Post comentou que ela “perdeu pontos” ao não se posicionar.

Em campanha, os presidenciáveis tentam se fortalecer junto ao eleitorado para conquistar a vaga de candidato nas primárias do primeiro semestre do ano que vem. Além da repercussão na campanha, a população acompanhou a história da estudante californiana Nohemi Gonzalez, 23 anos, a primeira norte-americana reconhecida entre as vítimas dos atentados. Ela estava em Paris em um programa de intercâmbio e havia sido selecionada com uma bolsa de estudos.

(Com Agência Brasil)