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Busca por avião desaparecido será apenas submarina

Austrália inicia nova fase dos trabalhos e premiê diz ser 'altamente improvável' achar destroços flutuando após quase dois meses de sumiço do voo MH370

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, anunciou nesta segunda-feira que a busca no Oceano Índico pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines, que perdeu contato com as torres de controle em 8 de março, se limitará a partir de agora ao fundo marinho – o país, dessa forma, cancelará o rastreamento em superfície.

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Abbott disse em entrevista coletiva que a operação entrará em uma “nova fase” que centrará os esforços no leito marinho, já que considera “altamente improvável” achar restos flutuando no mar mais de sete semanas depois de se perder o contato com o avião.

“Nesta etapa, após 52 dias de busca, a maior parte do material teria afundado”, disse Abbott, que admitiu que até o momento não foram encontradas provas materiais que comprovem a presença do avião na região, apesar da área próxima à costa oeste australiana ser considerada pelas investigações como o local onde a aeronave caiu após mudar de curso e desaparecer dos radares.

A busca continuará sendo realizada com o submarino não tripulado Bluefin-21, que rastreou – sem sucesso até agora – cerca de 400 quilômetros quadrados de leito marinho na zona onde foram detectados quatro sinais parecidos aos de uma caixa-preta.

Abbott também disse que será contratada uma empresa especializada neste tipo de tarefas e que a Austrália buscará a contribuição de outros países envolvidos na operação de busca.

(Com agência EFE)