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Bolsonaro diz que governo atua para ‘resguardar a ordem’ em embaixada

Após o GSI ter informado que o presidente não incentivou a invasão, Bolsonaro afirmou que o governo trabalha para evitar atos de violência no local

Por Da Redação - 13 nov 2019, 14h52

Após o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ter classificado como “invasão” a entrada de partidários do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, na embaixada venezuelana, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou, no Twitter, que o governo está tomando “as medidas necessárias para resguardar a ordem pública”.

A declaração do presidente veio horas depois do deputado federal Eduardo Bolsonaro ter publicado em sua conta na rede social uma mensagem questionando o porquê de Maria Teresa Belandria, embaixadora indicada por Guaidó, não estar ocupando o cargo.

O GSI reiterou que o presidente “jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela” por apoiadores de Guaidó.

A convenção de Viena, assinada em 1969, regula o funcionamento das embaixada e as responsabilidades de cada país. O Brasil é responsável por assegurar a integridade física dos diplomatas e da representação.

A invasão à embaixada ocorreu por volta das 4 da manhã desta quarta-feira. Segundo uma aliada de Guaidó, funcionários da representação deixaram a comitiva do opositor entrar, enquanto os diplomatas fiéis ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disseram que o local havia sido invadido por milícias.

Esta é a primeira vez que os representantes de Gauidó entraram na sede, desde que presidente Bolsonaro aceitou as credenciais da equipe do opositor, no início do ano. Até o momento, a embaixada oficial dos representantes de Guaidó funcionava dentro de um quarto de hotel.

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