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Bo Xilai grampeou rivais do Partido Comunista

Jornal americano afirma que ex-membro do PCC fez escutas ilegais dos próprios colegas de partido

O ex-membro do Partido Comunista Chinês (PCC) Bo Xilai está envolvido em grampos contra membros do próprio partido, afirmou nesta quarta-feira o jornal New York Times.

De acordo com a reportagem, cerca de doze fontes ligadas ao PCC confirmaram que Xilai planejou os grampos e escutas ilegais a autoridades do município autônomo de Chongqing, que presidia antes de ser expulso do cargo e afastado do partido. Até mesmo o presidente chinês, Ju Hintao, teria sido vítima dos grampos.

A versão oficial da polícia chinesa, no entanto, credita o afastamento de Xilai ao envolvimento de sua mulher na morte do inglês Neil Heywood, em novembro.

Poder – As fontes do PCC afirmaram que os grampos foram tidos como uma afronta direta às autoridades centrais do partido. Eles revelaram o quão longe Bo Xilai, que está agora sendo investigado por violações diciplinares graves, estava disposto a chegar para conseguir mais poder na China.

O político maoísta era considerado até o início do ano um dos favoritos para se tornar um dos nove homens mais poderosos da China, integrando o Comitê Permanente do Plitburo, orgão supremo do PCC.

Ligadas à academia e à ala militar do PCC, as fontes asseguraram que as escutas de Xilai começaram há muitos anos, e faziam parte de um programa de segurança nacional com o intuito de combater o crime. O “arquiteto” do programa era justamente Wang Lijun, o chefe de polícia que investigava a morte de Heywood e que foi afastado do cargo por Xilai, em mais um misterioso episódio do escândalo.

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