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Bloomberg pede perdão por política anticrime que prejudicou minorias

Mudança de posição do ex-prefeito de Nova York parece ser reconhecimento de necessidade do apoio para vencer primárias democratas

Por AFP - 17 nov 2019, 20h45

O bilionário americano Michael Bloomberg voltou atrás neste domingo, 17, no apoio dado à controversa política policial de “deter e revistar”, que se concentrou de forma desproporcional – segundo admitiu – nos negros e latinos de Nova York durante sua gestão como prefeito da cidade.

“Estava errado e lamento”, disse o ex-prefeito da capital financeira dos Estados Unidos em uma igreja de maioria negra no Brooklyn, reforçando a ideia de que se prepara para lançar formalmente sua pré-candidatura à Casa Branca.

Bloomberg, de 77 anos, defendeu por muito tempo o recurso da polícia a técnicas mais agressivas no âmbito de um programa de combate à criminalidade. Ele continuou apoiando este programa, que está sendo gradativamente eliminado, inclusive depois de um juiz federal afirmar em 2013 que o mesmo violava os direitos das minorias, protegidos pela Constituição.

O discurso do empresário no Centro Cultural Cristão, em um bairro carente do Brooklyn, parece ser um reconhecimento tácito do apoio de que vai precisar das minorias para vencer a corrida pela indicação democrata às eleições presidenciais de 2020 e poder desafiar o presidente republicano Donald Trump, que aspira à reeleição.

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Segundo a União pelas Liberdades Civis de Nova York, em 2011, no auge da aplicação da política “deter e revistar” (stop and fisk), 87% das pessoas que de fato detidas foram afro-americanas e latinas.

Citando a “erosão da confiança” que sua postura criou entre as minorias étnicas, Bloomberg disse: “Não posso mudar a história”.

Mas, acrescentou: “No entanto, hoje quero que saibam que me dei conta que estava errado então e lamento. Também quero que saibam que estou mais comprometido do que nunca em acabar com a violência armada”.

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