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Barron: o filho que levou Trump à guerra contra os cigarros eletrônicos

Melania pediu e o presidente americano atendeu: quer endurecer as leis contra os vaporizadores que estão levando adolescentes à morte

O presidente americano Donald Trump resolveu atender a um pedido de sua mulher Melania para tentar proibir cigarros eletrônicos com sabor por uma razão bem particular: o filho adolescente do casal, Barron William, de 13 anos. “Ela está profundamente preocupada”, disse Trump em uma coletiva na quarta-feira 11, depois de ver um tuíte da mulher sobre o assunto. Aos jornalistas, o republicano afirmou espontaneamente que tanto ele quanto Melania estão lendo tudo sobre os riscos deste tipo de cigarro.

Melania faz de tudo para deixar o garoto longe dos holofotes, mas desta vez até o presidente o citou. “Ela tem um filho… um jovem bonito e se sente muito, muito forte”, disse ele sobre Barron que só se mudou para a Casa Branca no ano passado, depois de terminar seus estudos. A fala meio desajeitada, dando a impressão de que o filho era só de Melania, fez o presidente se corrigir ao dizer que o menino foi feito “juntos”. Seja como for, raramente a primeira-dama dá algum palpite na gestão do marido ou ainda participa de programas governamentais, ao contrário de suas antecessoras, como Michelle Obama, autora de longa campanha contra a obesidade infantil.

A preocupação do casal Trump veio depois da morte de seis pessoas – três delas na última sexta-feira 6 – como resultado deste tipo de vaporizador. Nos Estados Unidos, eles são vendidos sem restrições de idade e oferecidos em diversos sabores, como sucos de frutas, doces e gomas de mascar.

Uma pesquisa anual de tabaco para jovens do Centers for Disease Control constatou que mais de um quarto dos estudantes do ensino médio havia usado cigarros eletrônicos nos último mês, e a esmagadora maioria desses usuários citou consumir os sabores de frutas, mentol e hortelã como seus preferidos.

Basicamente, a guerra de Trump contra o cigarro eletrônico será para endurecer as regras de marketing da FDA – órgão que regula a saúde nos EUA. Os fabricantes vão ter que demonstrar que esse tipo de produto não é uma ameaça à saúde pública.