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Atirador que matou 3 pessoas em base naval dos EUA era um militar saudita

Autoridades americanas confirmam que o episódio foi um 'ato de terrorismo, não de violência no local de trabalho'

Por Da Redação - 6 dez 2019, 17h26

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira, 6, que o atirador da Base Aeronaval de Pensacola, na Flórida, é um militar saudita e que o episódio está sendo investigado como um “ato de terrorismo”. Três pessoas e o atirador morreram no ataque, e sete ficaram feridas

De acordo com a polícia, ele fazia parte da Força Aérea da Arábia Saudita e estava em treinamento na área de aviação. A base de Pensacola recebe há anos estudantes internacionais para treinamento de voo.

Segundo o jornal americano The New York Times, um oficial militar dos Estados Unidos identificou o atirador como o segundo-tenente Mohammed Saeed Alshamrani.

O deputado Matt Gaetz, cujo distrito inclui Pensacola, disse que as investigações estão sendo conduzidas como se o episódio fosse um “ato de terrorismo”. “Podemos chamar isso com segurança de um ato de terrorismo, não de violência no local de trabalho”, afirmou Gaetz.

O presidente americano, Donald Trump, tuitou que o monarca saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, ligou para dar pêsames e dizer que o atirador “de forma nenhuma representa os sentimentos do povo saudita, que ama o povo americano”. Ainda não foi divulgada a identificação as vítimas, nem se havia civis entre elas.

A Base Aeronaval de Pensacola está localizada em Warrington, na Flórida. O local foi isolado pelas autoridades, e de acordo com uma postagem no Facebook da base, ambos os seus portões estão fechados.

O episódio ocorre dez anos após o ataque terrorista de Fort Hood, no Texas, quando o major e psiquiatra do Exército americano, Nidal Hasan, matou 13 pessoas e feriu mais de 30 em nome do jihadismo. Foi o mais mortal ataque terrorista a uma base militar em solo continental americano.

Este é o segundo ataque com arma de fogo a uma base militar americana. Na quarta-feira 4, um militar matou duas pessoas e depois cometeu suicídio na base aeronaval de Pearl Harbor, no Havaí.

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