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Atirador do trem é acusado por tentativa de homicídio com intenções terroristas

Segundo a promotoria francesa, o marroquino Ayoub El Khazzani 'planejava cometer assassinatos em massa em um trem lotado de pessoas'

A procuradoria francesa acusou nesta terça-feira o marroquino Ayoub El Khazzani de “tentativa de assassinato com caráter terrorista”, pelo ataque ao trem que fazia o trajeto entre Amsterdã e Paris. O procurador parisiense François Molins anunciou em entrevista coletiva que o autor do ataque, que deixou duas pessoas feridas, carregava consigo 270 balas de fuzil e uma garrafa com gasolina, indicando que “planejava cometer assassinatos em massa em um trem lotado de pessoas”. Seu histórico na internet também mostrava “claras evidências de intenções terroristas”, afirmou Molins.

El Khazzani, que visitou sites e fóruns jihadistas dias antes de tentar cometer o atentado no trem, foi acusado de tentativa de assassinato, tentativa de assassinato em massa e envolvimento com organizações terroristas. O acusado, que afirmou ter agido com o único objetivo de roubar, subiu no trem Thalys em Bruxelas com uma mochila e uma mala de rodinhas, onde escondia um fuzil AK-47 com 270 balas, uma pistola, uma garrafa de meio litro de gasolina e um estilete.

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O terrorista pagou a passagem de 149 euros em dinheiro e uma vez a bordo, segundo o procurador, acessou em seu telefone um vídeo com preces islâmicas que incitavam o combate. O fato de a linha do aparelho celular ter sido ativada no mesmo dia do ataque confirmaria que ele “claramente estava dedicado” ao atentado, acrescentou o procurador. A procuradoria, que tachou de “fantasiosa” a versão de El Khazzani, investiga agora a procedência das armas, os vínculos do agressor, seus possíveis cúmplices e suas fontes de financiamento.

O jovem, de 25 anos, tinha sido condenado na Espanha duas vezes, em 2010 e 2012, por infrações comuns. Quando ele viajou a Paris, para trabalhar em uma companhia de telefonia celular, as autoridades espanholas informaram aos serviços de inteligência francesa sobre sua mudança. No entanto, de acordo com a procuradoria, durante sua estadia na França ele não chamou a atenção dos serviços de segurança.

(Da redação)