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Ataques terroristas dobraram na Europa em 2017

A ameaça continua aguda, segundo a Europol; no ano passado, houve 33 atentados, dos quais dez mataram 62 pessoas

Por Da Redação Atualizado em 20 jun 2018, 21h36 - Publicado em 20 jun 2018, 18h24

O número de ataques extremistas na Europa duplicou em 2017, informou nesta quarta-feira (20) a agência de polícia Europol, que advertiu sobre “a gravidade do perigo” dos atos menos sofisticados reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI).

“A ameaça de ataques extremistas na União Europeia continua sendo aguda, como demonstram os atentados que aconteceram em 2017″, advertiu a agência.

  • No ano passado, a Europol registrou 33 ataques terroristas no continente. Desses, dez provocaram a morte de 62 pessoas, indicou a agência europeia em seu relatório anual “Situação e tendências do terrorismo”. Em 2016, foram registrados 13 ataques, dos quais dez resultaram na morte de 135 pessoas.

    “O número de ataques terroristas jihadistas aumentou em 2017. Mas, em paralelo, seu nível de preparação e execução se revelou menos sofisticado”, declarou a Europol.

    A agência de polícia europeia se refere especialmente aos atos terroristas cometidos por indivíduos, geralmente chamados de “lobos solitários”. São os casos de atropelamento de multidões e esfaqueamento de pedestres, como aconteceu em Londres no ano passado. Ataques desse tipo na capital britânica deixaram 13 mortos e 98 feridos.

    Os autores dos ataques extremistas cometidos na União Europeia no ano passado estavam, em sua maioria, instalados no continente. “Isso significa que eles se radicalizaram em seus países de residência, sem terem viajado para se integrar a um grupo terrorista no exterior”, continua o informe.

    Desde que o Estado Islâmico perdeu terreno na Síria e no Iraque, o grupo “estimula seus partidários a lançarem ataques de maneira solitária em seus países de origem, em vez de fazê-los se deslocar para um autodenominado califado”, declarou a Europol.

    “O Exército Islâmico, a Al Qaeda e outros grupos jihadistas continuam sendo uma ameaça maior e têm a intenção e a capacidade para realizar ataques terroristas no Ocidente”, continua a Europol.

    “Portanto, apoiar os Estados-membros na luta contra o terrorismo continua sendo uma prioridade absoluta”, declarou à imprensa a nova diretora da Europol, Catherine De Bolle.

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