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Ataques aéreos matam 31, incluindo crianças, em Damasco

EUA também comandaram ataque no nordeste do país, contra as próprias forças sírias

Ataques aéreos do governo da Síria mataram ao menos 31 pessoas, entre elas 12 crianças, na quarta-feira em Ghouta Ocidental, região próxima da capital Damasco, dominada por rebeldes, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Segundo a entidade, ataques aéreos e disparos de artilharia das forças sírias atingiram as cidades de Douma, Beit Sawa e Hammouriyeh, nos subúrbios controlados pelos insurgentes. Os bombardeios também feriram 65 pessoas, disse o grupo de monitoramento sediado em Londres.

Apesar de ser constantemente acusado por organizações de direitos humanos e pela comunidade internacional de comandar ataques contra civis, o governo da Síria vem repetindo que só ataca militantes.

Na terça-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo humanitário imediato de ao menos um mês na Síria. Representantes da organização notaram que Ghouta Ocidental, o último grande bastião rebelde próximo de Damasco depois de quase sete anos de guerra, não recebe ajuda de nenhuma agência desde novembro.

O Exército e seus aliados sitiaram a área, um bolsão de cidades-satélites e fazendas sob controle de facções rebeldes, desde 2013.

Ataque americano

As autoridades americanas confirmaram nesta quinta-feira que um ataque aéreo da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, na província de Deir ez-Zor, no nordeste do país, deixou dezenas de soldados sírios mortos e feridos.

Segundo as forças militares americanas, mais de 100 soldados das forças sírias morreram. O ataque foi direcionado contra posições do exército sírio e milícias aliadas na área de Jasham, na margem leste do rio Eufrates em sua passagem por Deir ez-Zor.

Acredita-se que o bombardeio tenha sido uma resposta a um ataque do Exército sírio contra as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada encabeçada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na região.

(Com Reuters e EFE)