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Ataques aéreos matam 31, incluindo crianças, em Damasco

EUA também comandaram ataque no nordeste do país, contra as próprias forças sírias

Por Da redação 8 fev 2018, 09h40

Ataques aéreos do governo da Síria mataram ao menos 31 pessoas, entre elas 12 crianças, na quarta-feira em Ghouta Ocidental, região próxima da capital Damasco, dominada por rebeldes, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Segundo a entidade, ataques aéreos e disparos de artilharia das forças sírias atingiram as cidades de Douma, Beit Sawa e Hammouriyeh, nos subúrbios controlados pelos insurgentes. Os bombardeios também feriram 65 pessoas, disse o grupo de monitoramento sediado em Londres.

Apesar de ser constantemente acusado por organizações de direitos humanos e pela comunidade internacional de comandar ataques contra civis, o governo da Síria vem repetindo que só ataca militantes.

Na terça-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo humanitário imediato de ao menos um mês na Síria. Representantes da organização notaram que Ghouta Ocidental, o último grande bastião rebelde próximo de Damasco depois de quase sete anos de guerra, não recebe ajuda de nenhuma agência desde novembro.

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O Exército e seus aliados sitiaram a área, um bolsão de cidades-satélites e fazendas sob controle de facções rebeldes, desde 2013.

Ataque americano

As autoridades americanas confirmaram nesta quinta-feira que um ataque aéreo da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, na província de Deir ez-Zor, no nordeste do país, deixou dezenas de soldados sírios mortos e feridos.

Segundo as forças militares americanas, mais de 100 soldados das forças sírias morreram. O ataque foi direcionado contra posições do exército sírio e milícias aliadas na área de Jasham, na margem leste do rio Eufrates em sua passagem por Deir ez-Zor.

Acredita-se que o bombardeio tenha sido uma resposta a um ataque do Exército sírio contra as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada encabeçada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na região.

(Com Reuters e EFE)

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