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Argentina aprova reforma da agência de espionagem após morte de Nisman

Oposição critica a reforma e afirma que o departamento responsável pelas escutas e grampos vai ficar sob o comando de uma funcionária fiel à Casa Rosada

Por Da Redação 26 fev 2015, 11h52

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto de lei que cria uma nova agência de inteligência, depois dos questionamentos ao serviço de espionagem provocados pela misteriosa morte do procurador-geral que apresentou uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner. Com 131 votos a favor e 71 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto do governo que propõe a dissolução da Secretaria de Inteligência (SI) e sua substituição pela Agência Federal de Inteligência (AFI).

Cristina enviou no mês passado o projeto de reforma ao Congresso – onde o governo tem maioria -, após a morte do promotor Alberto Nisman, encontrado em seu apartamento de Buenos Aires com um tiro na cabeça em 18 de janeiro. O ponto que causou mais discussão estabelece que a Direção de Observações Judiciais, departamento responsável por escutas telefônicas, ficará sob o comando da Procuradoria Geral da Nação, hoje sob responsabilidade de Alejandra Gils Carbó, que a oposição acusa de obedecer ao governo.

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A morte do promotor aconteceu quatro dias depois de ele ter acusado a presidente e outros funcionários do governo de acobertar ex-dirigentes iranianos pelo atentado contra a associação judaica Amia em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos. Ainda não se sabe se Nisman se suicidou com um tiro na cabeça ou foi assassinado. O governo de Cristina Kirchner diz que agentes desonestos levaram Nisman a fazer falsas acusações contra a presidente, como parte de um enredo maior para desestabilizar o governo.

(Da redação de VEJA.com)

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