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Após retirada dos EUA, Otan também deixará o Iraque

Negociação para aliança militar continuar a treinar tropas iraquianas fracassou

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmou nesta segunda-feira que vai encerrar os sete anos de missão de treinamento de tropas iraquianas no país árabe até o final deste mês, seguindo a retirada dos soldados dos Estados Unidos do Iraque. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, declarou que a decisão de encerrar a missão, iniciada em 2004, foi tomada após uma reunião de embaixadores da aliança militar em Bruxelas, na Bélgica.

A retirada da Otan é resultado do fracasso das negociações para manter oficiais no Iraque como treinadores das forças de segurança locais. A proposta esbarrou numa exigência do governo de Washington, que queria imunidade nos tribunais locais para os soldados americanos que continuassem no país árabe. Segundo uma autoridade da Otan, as negociações com o Iraque caíram em um impasse sobre a mesma questão de jurisdição.

“Um acordo sobre a extensão deste programa bem-sucedido não foi possível, apesar das firmes negociações conduzidas ao longo de várias semanas”, disse Rasmussen em comunicado. Ele afirmou ainda que a missão da Otan ajudou a treinar mais de 5.000 militares e 10.000 policiais do Iraque desde 2004. As últimas tropas americanas deixarão o Iraque até o fim de dezembro, quase nove anos depois da invasão dos Estados Unidos ao país, que derrubou o então presidente Saddam Hussein do poder.