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Após massacre, Paquistão vai executar 17 terroristas

Por segurança, governo não divulgou o nome dos condenados e nem se eles pertencem ao talibã. Vizinho Afeganistão oferece ajuda para combater o terror

Por Da Redação 18 dez 2014, 07h47

Um dia depois de o primeiro-ministro paquistanês Narwaz Sharif anunciar a retomada da pena de morte, o Paquistão informou nesta quinta-feira que executará nos próximos dias dezessete presos condenados por atos de terrorismo, disse Haji Ahmed Malik, um porta-voz da Presidência do país. O presidente Mamnoon Hussain descartou o indulto que livraria os condenados da pena capital, afirmou Malik

A decisão de Sharif aconteceu depois que um grupo talibã realizou na terça-feira um massacre em uma escola de Peshawar, onde matou 132 crianças e nove professores, após entrar no local lançando granadas e atirando. O porta-voz explicou que os insurgentes serão executados “em poucos dias”, mas não divulgou seus nomes nem especificou se são talibãs, por motivos de segurança.

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O Paquistão se encontra em estado de choque após o ataque à escola e o governo aumentou o efetivo de segurança nas ruas, ampliando o patrulhamento do Exército em áreas da capital Islamabad e em outras regiões do país consideradas sensíveis. Nesta quarta, pelo menos 57 insurgentes morreram em ataques aéreos lançados pela Aeronáutica do Paquistão contra os talibãs na província de Khyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do país, mesma região onde ocorreu o atentado contra a escola.

O Exército paquistanês lançou em meados de outubro uma ofensiva para acabar com os terroristas que se escondem em Khyber, dentro da denominada operação ‘Zarb-e Azb’ (afiado e cortante) que começou em 15 junho na região do Waziristão do Norte. Khyber e as vizinhas áreas tribais na fronteira com o Afeganistão são refúgio habitual de redes jihadistas, membros da Al Qaeda e facções talibãs tanto paquistanesas como afegãs.

Ajuda afegã – O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, disse que esse é o momento de unir forças com o vizinho Paquistão para que ambos tomem medidas conjuntas e efetivas contra o terrorismo. Em comunicado divulgado nesta quarta após reunião com o chefe do Exército do Paquistão, general Raheel Sharif, em Cabul, Ghani afirmou que ambos os países devem aprovar “medidas conjuntas com honestidade e eficácia contra o terrorismo e o extremismo”.

(Com agências EFE e Reuters)

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