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Após demissão, Steve Bannon vira piada de talk shows

'Pobre rapaz. No ano passado, ele estava saindo com nazistas e agora ele parece apenas um perdedor', ironizou Trevor Noah

Por Julia Braun 10 jan 2018, 22h33

A queda do ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon foi a grande piada dos talk shows de comédia americanos. Bannon se demitiu como chairman do portal de notícias de extrema direita Breitbart News, onde trabalhava desde 2012, na terça-feira. A decisão foi tomada depois que ele atraiu a ira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos comentários nos quais critica o filho mais velho de Trump.

Antes disso, em agosto do ano passado, foi afastado oficialmente de seu cargo de estrategista-chefe da Casa Branca por Trump. Bannon era considerado um dos mais controversos assessores de Trump por seus vínculos com a extrema direita. Muitos o acusam de envolvimento em movimentos nacionalistas brancos e de ter posições antissemitas.

  • Em seu programa Late Night, o comediante e apresentador Seth Meyers zombou da saída do ex-assessor do Breitbart News. “Então, ele está desempregado. Eu acho que, durante todo esse tempo, ele realmente estava se vestindo para o trabalho que ele queria”, brincou, sobre a aparência e forma de se vestir de Bannon.

    O The Late Show também fez piada sobre o assunto. “Bannon agora perdeu sua alta posição na Casa Branca, seu bilionário benfeitor, sua base (eleitoral) e agora seu trabalho”, afirmou o apresentador Stephen Colbert.

    Já no The Daily Show, o comediante Trevor Noah escolheu usar um tom mais sarcástico para falar sobre a relação de Bannon com a extrema direita. “Este pobre rapaz. Imagine, no ano passado ele estava saindo com nazistas e acusando molestadores de crianças, e agora ele parece apenas um perdedor “, disse.

    The Daily Show with Trevor Noah

    Declarações sobre Trump Jr.

    Bannon iniciou um incêndio na semana passada, com a divulgação de trechos de um livro do jornalista Michael Wolff em que diz que Donald Trump Jr. cometeu “traição” e um “ato antipatriótico” ao se reunir com uma advogada russa durante a campanha eleitoral de 2016.

    Porém, logo após o lançamento da obra, voltou atrás e pediu desculpas pelas declarações. O ex-assessor disse em comunicado divulgado no último domingo que seus comentários eram direcionados a Paul Manafort, ex-gerente de campanha de Trump, e não ao filho do presidente. Bannon afirmou também que Trump Jr. “é um patriota e um bom homem” e tem sido “implacável na defesa pelo pai”.

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