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Alemanha e França concordam em reforçar fronteiras da UE e limitar asilo

Nações querem garantir que refugiados peçam asilo somente em países de entrada, quando Europa passa por grave crise migratória

Por Da Redação
Atualizado em 19 jun 2018, 19h43 - Publicado em 19 jun 2018, 17h49
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  • A chanceler alemã Angela Merkel se encontra com o presidente francês Emmanuel Macron - 19/06/2018
    A chanceler alemã Angela Merkel se encontra com o presidente francês Emmanuel Macron - 19/06/2018  (Hannibal Hanschke/Reuters)

    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciaram nesta terça-feira 19 uma proposta conjunta para enfrentar a crise migratória que inclui reforçar as fronteiras exteriores da União Europeia (UE) e impedir que os imigrantes possam pedir asilo em diferentes países, mas apenas no Estado de entrada.

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    A chanceler alemã apresentou esse plano comum em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente francês em Meseberg, nos arredores de Berlim, em uma sessão conjunta de ambos os Executivos para preparar a cúpula da União Europeia do fim do mês, na qual a crise migratória é um dos principais temas da agenda.

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    Merkel expressou sua vontade de apoiar a proposta da Comissão Europeia e da Áustria para fortalecer a agência comunitária de proteção fronteiriça, Frontex, com mais pessoal, e de impedir o que se chama de “migração secundária” entre países do bloco na busca do lugar mais conveniente para pedir proteção legal enquanto se avança para uma padronização dos critérios de asilo.

    O presidente francês, por sua vez, defendeu a ideia de que seja definida uma “resposta europeia” diante do “desafio da imigração” e pediu que ela seja “coordenada”, após realizar a reunião com Merkel.

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    “Estamos decididos a agir de maneira europeia e coordenada com os Estados que têm assuntos em comum conosco”, acrescentou o presidente francês em alusão à situação criada pela chegada em massa de imigrantes ao território da UE.

    Macron pediu uma melhora “na segurança das fronteiras europeias” e apoiou a proposta de aumentar o número de efetivos do Frontex com o objetivo de conseguir, segundo ele, uma “verdadeira política de fronteiras europeias”.

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    A chefe de governo alemã, por sua vez, ressaltou que “não se pode escolher o país” da UE no qual será solicitado o asilo e que o Estado de entrada deverá ser o responsável por tramitar este processo, incluindo na proposta franco-alemã uma reivindicação de seus aliados no Executivo de Berlim, os conservadores bávaros da União Social-Cristã (CSU, na sigla em alemão).

    Além disso, Merkel ressaltou que é preciso oferecer “mais apoio” aos países que sofrem de forma mais intensa a pressão migratória, em uma clara referência aos Estados do sul da UE depois de se reunir ontem à tarde com o primeiro-ministro da Itália, Guiseppe Conte.

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    A chanceler também insistiu que, para combater os fluxos migratórios, é preciso “lutar primeiro” contra as causas destes, tanto “trabalhando pela paz” em países como a Síria e a Ucrânia, como em “cooperação para o desenvolvimento na África”, questões nas quais os países da UE podem fazer uma coordenação melhor “com o objetivo de dar uma resposta europeia”.

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    (Com EFE)

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