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África e América Latina registram a maioria dos homicídios cometidos no mundo

Por Vanderlei Almeida - 6 out 2011, 14h17

A maioria dos 468.000 homicídios cometidos no mundo em 2010 ocorreram na África e América Latina, e a maior parte das vítimas foram homens, revelou o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC) em um relatório divulgado nesta quinta-feira.

Na América Latina, o Brasil ocupa o primeiro lugar, ficando atrás da Venezuela e da Colômbia.

“Em 2010 foram cometidos 468.000 homicídios no mundo. Cerca de 36% deles ocorreram na África, 31% nas Américas, 27% na Ásia, 5% na Europa e 1% na Oceania”, detalha a agência da ONU.

“Os homens jovens, particularmente na América Central e do Sul, no Caribe e na África Central e Austral, são os mais expostos ao risco de homicídio intencional”, acrescenta.

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Nos países mais afetados, especialmente na América Central, um jovem de 20 anos entre 50 será assassinado antes de completar 31 anos.

Se os homens são majoritariamente vítimas e autores dos homicídios – em 80% dos casos -, a UNODC destaca que as mulheres são, em geral, vítimas da violência doméstica ou relacionada com a família. Na Europa, em 2008 cerca de 80% das vítimas fatais atacadas por eram mulheres.

A agência assinala que nos 42% dos homicídios cometidos 2010 foram utilizadas armas de fogo. Na América Central e Caribe foram utilizadas em 75% dos casos.

“É crucial que as medidas de prevenção contra o crime incluam política que resultem na ratificação e aplicação do Protocolo das Nações Unidas sobre as armas de fogo para um controle melhor”, declarou o diretor executivo da UNODC, Yuri Fedotov, citado no comunicado.

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A UNODC destaca, além disso, uma “clara relação entre a criminalidade e o desenvolvimento”.

“A criminalidade recorrente é tanto a causa maior e uma consequência da pobreza, da insegurança e do subdesenvolvimento”, insiste a UNODC, enfatizando que os países com fortes disparidades de rendas têm quatro vezes mais risco de sofrer crimes violentos que as sociedades mais igualitárias.

O estudo mostra também que as bruscas mudanças econômicas podem fazer subir a taxa de homicídios: em alguns países, os assassinatos foram muito mais durante a crise financeira de 2008-2009.

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