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África do Sul emite ordem de prisão contra Grace Mugabe por agressão

Ex-primeira-dama do Zimbábue foi acusada de bater em modelo com extensão de tomada em 2017; acusação quer extradição

As autoridades da África do Sul emitiram uma ordem de prisão contra a ex-primeira-dama do Zimbábue Grace Mugabe por um caso de agressão a uma modelo em Johanesburgo em 2017.

A ordem foi emitida depois que, em julho, a Justiça local anulou a imunidade diplomática de Grace. Agora, a esposa do ex-presidente zimbabuano Robert Mugabe será detida caso pise em território sul-africano.

Ainda não está claro se a África do Sul pedirá a extradição de Grace. O país foi muito criticado por permitir que a mulher deixasse o país depois do caso de agressão.

Grace Mugabe foi acusada pela modelo Gabriella Engels em agosto de 2017. Na época, Engels tinha 20 anos de idade e afirmou que a ex-primeira-dama a agrediu com uma extensão elétrica após encontrá-la no quarto de seu filho em um hotel, em um luxuoso bairro de Johanesburgo.

A zimbabuana afirma que agiu em legítima defesa, depois que a modelo “intoxicada e desequilibrada” a atacou.

Um dia depois do incidente, o governo do Zimbábue reivindicou imunidade diplomática para Grace, sob o argumento de que ela compareceria com seu marido a uma reunião de chefes de Estado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Depois da queda de Robert Mugabe no final de 2017 – forçada pelos militares e por seu próprio partido após quase 37 anos no poder no Zimbábue -, a modelo e organizações de direitos humanos entraram com um processo legal para que essa imunidade fosse retirada.

Os tribunais sul-africanos deram a razão aos querelantes no final de junho deste ano e anularam a imunidade diplomática de Grace Mugabe.

“Entendo que haverá agora um processo de extradição para garantir que a senhora Mugabe seja extraditada à África do Sul e que este assunto possa continuar”, afirmou o advogado de Gabriella Engels, Gerrie Nel, ao canal de televisão Enca.

“Tenho que acreditar que o governo do Zimbábue entenderá que ninguém está acima da lei”, acrescentou o advogado, ao ser perguntado sobre se acha que o país vizinho estará disposto a colaborar.

(Com EFE)