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Acusada de agressão, primeira-dama do Zimbábue pede imunidade

Mulher do ditador Robert Mugabe tenta escapar de processo judicial na África do Sul. Modelo alegou que foi agredida com uma extensão de tomada

Por Da redação - 16 ago 2017, 21h01

O governo do Zimbábue solicitou imunidade diplomática para a primeira-dama, Grace Mugabeacusada de agredir uma jovem de 20 anos com uma extensão de tomada em um hotel em Joanesburgo, informou a polícia da África do Sul nesta quarta-feira. Os advogados de Grace e diplomatas do país estão em negociação sobre o trâmite do processo contra a esposa do ditador Robert Mugabe

Grace foi intimada a prestar depoimento na última terça-feira. Contudo, um porta-voz da polícia confirmou que a mulher do ditador do Zimbábue não se apresentou e que o seu paradeiro era desconhecido.

De acordo com informações do Ministério de Segurança zimbabuano, a primeira-dama não saiu do país depois das acusações, e até mesmo pensou em prestar depoimento em um juizado. Entretanto, de acordo com o órgão oficial, Grace estava acompanhando seu marido em uma reunião de chefes de Estado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC).

Depois do incidente, a África do Sul recebeu uma petição do governo do Zimbábue solicitando a proteção da primeira-dama com imunidade diplomática sob a justificativa de que Grace estava em uma viagem oficial. Se a imunidade for concedida, a primeira-dama não enfrentará qualquer acusação.

Acusação

No último domingo, a modelo Gabriella Engels, de 20 anos, acusou Grace de atacá-la com uma extensão de tomada quando a encontrou ao lado de seus dois filhos em um quarto de hotel. A vítima procurou um hospital para tratar os ferimentos no rosto e na cabeça e depois formalizou a denúncia contra a primeira-dama. 

Caso seja confirmada a agressão e negado o pedido de imunidade, um incidente diplomático entre a África do Sul e o Zimbábue pode ser desencadeado. Os países são vizinhos e possuem fortes laços políticos e econômicos.

O ministro de Segurança da África do Sul, Fikile Mbalula, afirmou que vai investigar os fatos. Robert Mugabe, que está no poder no Zimbábue desde 1980, não se pronunciou sobre o ocorrido.

(Com agência EFE)

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