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Adesão de Suécia e Finlândia à Otan não irá estabilizar Europa, diz Rússia

Governos de ambos os países têm considerado a possibilidade de fazer parte da aliança, um dos principais pontos de atrito entre Moscou e Kiev

Por Matheus Deccache Atualizado em 11 abr 2022, 15h23 - Publicado em 11 abr 2022, 15h14

O governo da Rússia se posicionou nesta segunda-feira, 11, contra uma possível adesão da Finlândia e Suécia à Otan, argumentando que a participação dos países na principal aliança militar ocidental não traria estabilidade para a Europa. 

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de adesão das duas nações, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a “aliança continua sendo uma ferramenta voltada para o confronto e sua expansão não trará segurança adicional ao continente europeu”.

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Nesta segunda, o governo da Suécia anunciou o início de um debate interno sobre as chances de aderir à aliança, afirmando que está revisando sua política de segurança internacional. Embora a discussão no país não seja necessariamente nova e o Parlamento venha reforçando consistentemente uma posição neutra, a invasão russa à Ucrânia fez o governo reconsiderar a possibilidade. 

Já a Finlândia, que compartilha uma fronteira de mais de 1.300 quilômetros com a Rússia, disse que espera encerrar a discussão antes do meio do verão do Hemisfério Norte, na metade deste ano. 

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Autoridades dos Estados Unidos, que lideram a Otan, esperam que os pedidos de adesão ocorram até junho e acredita-se que Washington forneça o apoio necessário, o que faria com que a aliança passasse a ter 32 membros. 

O movimento contraria diretamente uma das principais demandas do governo russo para encerrar o conflito na Ucrânia. Antes mesmo da invasão, a Rússia exigiu que a aliança interrompesse qualquer ampliação em direção ao leste europeu, mas a guerra fez com que mais soldados se deslocassem para regiões próximas do confronto. 

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Na última semana, Peskov disse que seu país precisaria “reequilibrar a situação” com suas próprias medidas caso Suécia e Finlândia sigam adiante com a ideia de entrar na Otan. Em fevereiro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, também alertou para “consequências militares e políticas” aos países que escolhessem fazer parte da aliança. 

As exigências completas de Moscou para encerrar a invasão ao país vizinho foram explicitadas recentemente quando Peskov listou as condições para que a Rússia interrompa suas operações militares na Ucrânia. Em entrevista à agência Reuters, Peskov disse que o Kremlin exige que Kiev encerre sua ação militar, mude sua Constituição para a neutralidade, de modo que o país garanta que jamais irá fazer parte da Otan ou da União Europeia, e reconheça a independência das regiões de Donetsk e Luhansk, além de enxergar a Crimeia como um território russo.

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