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Economia da Ucrânia encolherá pela metade neste ano, estima Banco Mundial

Acusada de calote na dívida externa e sob pressão de sanções internacionais, Rússia avança para recessão

Por Da Redação 11 abr 2022, 12h05

A economia da Ucrânia está prestes a encolher cerca de 45,1%, segundo previsões do Banco Mundial divulgadas no último domingo, 10. A instituição financeira internacional também declarou que a crise gerada pela invasão da Rússia à nação vizinha também está afetando economias em todo o mundo e poderá provocar grave recessão inclusive ao país governado por Vladimir Putin. De acordo com a agência S&P, Moscou deu calote em sua dívida externa.

Anna Bjerde, vice-presidente do Banco Mundial para a região da Europa e Ásia Central, disse que a “invasão russa está dando um duro golpe na economia da Ucrânia e infligiu enormes danos à infraestrutura”.

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Embora a magnitude da crise econômica dependa da duração e intensidade da guerra, a instituição estimou que o conflito levaria a um declínio de 4,1% na produção em toda a região vizinha à Rússia e à Ucrânia. De acordo com as projeções, o choque seria duas vezes mais acentuado que a recessão em 2020, devido à crise gerada pela Covid-19.

Atingida por sanções impostas pelos países ocidentais, a economia da Rússia também está mergulhando em uma profunda recessão, e sua economia poderá encolher 11,2% em 2022. Como parte das pressões dos Estados Unidos e de países da União Europeia pelo fim da guerra, a Rússia não pode acessar cerca de US$ 315 bilhões de suas reservas em moeda estrangeira.

Segunda a agência de classificação de risco S&P, o governo russo deu calote em sua dívida externa porque ofereceu aos detentores de títulos pagamentos em rublos, não em dólares. A S&P disse que Moscou entrou em uma situação de “inadimplência seletiva”, declarada quando uma entidade deixou de cumprir uma obrigação específica, mas não toda a sua dívida.

Além da Rússia e da Ucrânia, a guerra também está atingindo fortemente as economias emergentes e em desenvolvimento da Europa e da Ásia Central. A região que já caminhava para uma desaceleração econômica este ano, devido aos efeitos contínuos da pandemia.

De acordo com o Banco Mundial, projeções de crescimento foram rebaixadas em todas as economias devido a repercussões da guerra, crescimento mais fraco do que o esperado na área do euro, e choques de commodities, comércio e financiamento. 

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