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Colombianos votam em referendo sobre acordo de paz com as Farc

Para o acordo ser aprovado, pelo menos 13% dos eleitores devem escolher o "sim", ou seja, pelo menos 4.536.992 de eleitores

Por Da redação
1 out 2016, 08h46

Os colombianos comparecerão às urnas neste domingo para votar em um referendo se aprovam ou não o acordo de paz recém-assinado com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com 52 anos de conflito armado.

O referendo foi promovido pelo presidente Juan Manuel Santos para que o povo colombiano tenha “a última palavra” neste processo, uma aposta arriscada com a qual procura dar ao acordo de paz uma validade que a Constituição não exige. Para Santos, a consulta popular é “provavelmente a decisão de voto mais importante que cada um de nós (os colombianos) terá que tomar em toda sua vida”.

A realização da consulta popular, apesar de ter sido avalizada pela Corte Constitucional no dia 18 de julho, foi rejeitada por setores conservadores que se opõem ao acordo de paz com as Farc, que foi assinado na última segunda-feira em Cartagena, e defendem a bandeira do “não”.

“Você apoia o acordo final para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?” é a pergunta que os colombianos terão que responder marcando “sim” ou “não”.

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Para que o acordo seja aprovado no referendo será necessário que pelo menos 13% dos eleitores escolham o “sim”, ou seja, pelo menos 4.536.992 votos. Como referência, Santos foi reeleito com 7.836.987 votos nas eleições presidenciais de 2014 contra 7.029.845 de Óscar Iván Zuluaga, candidato do partido Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe, que defende o “não” no referendo.

Contrários ao acordo

O “sim” ao referendo vem sendo questionado pelo ex-presidente Uribe e seu partido, sob o argumento de que a aprovação do acordo daria “total impunidade” às Farc, e também denunciou a “falta de garantias” nessa disputa. O ex-presidente considera a consulta “ilegítima” porque, ao aprová-la, o Congresso fixou o limite de 13%, e não 50%, como é habitual neste tipo de consulta.

Em sua cruzada, Uribe conta com apoio do ex-presidente Andrés Pastrana, que tentou negociar sem sucesso com as Farc durante seu governo, entre 1998 e 2002, e agora considera que ocorreu um “golpe de Estado contra a ordem institucional” que será confirmado com um referendo “espúrio”.

Até agora, todas as pesquisas de intenção mostraram liderança do “sim” (entre 54% e 62% do eleitorado favoráveis ao acordo), uma vantagem que, apesar de confortável, não deixa o governo tranquilo – os levantamentos mostram entre 34% e 38% dos colombianos contrários ao acordo de paz.

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Favoráveis ao ‘sim’

Entre os argumentos dos partidários do “sim”, que são todos os partidos da coalizão de governo, os da esquerda, sindicatos, artistas e movimentos sociais, agora é a hora de acabar com a guerra e a decisão está nas mãos de todos os colombianos.

As Farc já fizeram sua parte na 10ª e última conferência da guerrilha, que na semana passada aprovou o estipulado com o governo colombiano em Havana, assim como sua renúncia à luta armada e transformação em movimento político. A decisão final está agora nas mãos da sociedade.

(Com EFE)

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