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Abismo entre homens e mulheres no mercado de trabalho diminui mais rapidamente na América Latina

O abismo entre homens e mulheres diminuiu de modo significativo na América Latina nos âmbitos do ensino e do mercado de trabalho, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira pelo Banco Mundial (Bird) em Nova York.

Na maioria dos países da região, o índice de mulheres que trabalham dobrou desde a década de 1960 e, no caso do Brasil, triplicou, fazendo o abismo de gênero no mercado de trabalho diminuir mais rapidamente do que em qualquer outra parte do mundo em desenvolvimento, indica o relatório.

“Em muitos aspectos, o abismo de gênero na América Latina e no Caribe (ALC) acabou. Hoje em dia, a quantidade de mulheres da região em escolas e universidades é maior que a de homens”, afirma o Bird.

“Desde 1980, quase 70 milhões de mulheres entraram no mercado de trabalho, garantindo que existam hoje mais mulheres trabalhando fora de casa do que dentro dela, e que a porcentagem de mulheres solteiras com emprego seja tão alta quanto a de homens solteiros”, acrescenta o texto.

O estudo “Trabalho e família: Mulheres da América Latina e do Caribe em busca de um novo equilíbrio” foi apresentado em Nova York, na presença da titular da ONU Mulheres, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

“A mulher latina percorreu um longo caminho em um tempo relativamente curto, com maior acesso a saúde, educação e emprego. Agora, temos que consolidar as conquistas e reduzir as desigualdades (…) e aumentar a participação política das mulheres e sua liderança. A ONU Mulheres está comprometida com isso”, afirmou Bachelet.

Segundo o estudo, os índices de mortalidade materna diminuíram de forma progressiva na região desde a década de 1980. Além disso, os índices de meninas do primário ate a universidade aumentaram até o ponto de eliminar, ou até reverter, o abismo de gênero.