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Abbas anuncia suspensão de contatos com Israel

Presidente da Autoridade Nacional Palestina quer a retirada de detectores de metal instalados no entorno da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém

Por Da redação - Atualizado em 21 jul 2017, 20h46 - Publicado em 21 jul 2017, 20h34

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou nesta sexta-feira que suspenderá todas as comunicações com Israel até que detectores de metal instalados no entorno da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém sejam retirados pelo governo israelense.

“Rejeitamos os detectores eletrônicos”, disse Abbas, que pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que proteja os palestinos. O político aproveitou para criticar o grupo terrorista Hamas e pedir que devolvessem o controle da Faixa de Gaza  à ANP.

Cisjordânia e Jerusalém enfrentam uma onda de violência devido aos protestos de muçulmanos contra as novas medidas de segurança implantadas por Israel para se ter acesso ao local, que inclui detectores de metal e proibição do acesso de homens com menos de 50 anos. Na manhã deste sexta, três palestinos morreram em confrontos com a polícia e o exército.

Cerca de 3.000 palestinos rezaram do lado de fora da Esplanada, nesta sexta-feira. Ao final da oração, lançaram pedras e latas de lixo contra policiais israelenses. Pelo menos 20 palestinos ficaram feridos no distúrbio, controlado pelas forças de segurança israelenses.

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Escalada

Também nesta sexta, três israelenses foram mortos e outro ficou gravemente ferido em um ataque no norte da Cisjordânia, em um assentamento judaico. O agressor entrou em uma moradia e esfaqueou quatro civis. Apenas um sobreviveu Os militares atiraram no homem, mas a morte não foi confirmada.

As medidas de segurança impostas por Israel no acesso à esplanada, local sagrado para muçulmanos e judeus, foram consequência do atentado do último dia 14 de julho no qual dois policiais foram mortos. Na ocasião, os três árabes-israelenses chegaram armados e disparam contra os oficiais. Mais tarde, o trio foi morto pelas forças de segurança.

(Com agência EFE)

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