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Após os drinques, vinho em lata ganha adeptos no Brasil

Pioneira do ramo no país, a Vivant espera faturar sete milhões de reais com a venda de quase um milhão de unidades

Por Jana Sampaio 21 mar 2020, 15h29

Abrir uma lata de vinho para acompanhar um jantar romântico pode soar como uma blasfêmia para os degustadores à moda antiga. A cena, entretanto, é cada vez mais comum. A novidade, é claro, não pretende sepultar a boa e velha garrafa, mas democratizar a bebida e dar praticidade aos momentos em que o vidro não se encaixa tão bem, segundo Alex Homburguer, CEO da Vivant, a pioneira do ramo no Brasil. A economia é um atrativo: duas taças de vinho tinto, branco ou rosé podem ser compradas por módicos 12 reais, enquanto a versão engarrafada custa, em média, R$ 50. Em 2020, a empresa espera faturar sete milhões de reais com a venda de quase um milhão de unidades.

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Contra o alumínio, entretanto, pesam argumentos como a fácil perda de calor e o fato de não ser a lata o ambiente ideal para o líquido amadurecer. “O vinho enlatado é um vinho simples por ser preparado com uvas jovens. A lata é indicada para receber vinhos leves por causa de seu tamanho reduzido. O recomendável é consumir o produto logo que ele chega às prateleiras”, explica a sommèliere Deise Novakoski.

Ainda assim, as latinhas são mais leves e facilmente recicláveis – um apelo a mais para os interessados na causa ambiental. “A ideia de que a lata é sinônimo de má qualidade persiste, mas se alguém consumir um vinho branco às cegas não vai saber diferenciá-lo de seus concorrentes engarrafados”, garante o presidente da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio de Janeiro, Joseph Morgan. As novas gerações têm mesmo o poder de chacoalhar o mercado.

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