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Vélez e Boca reinam em 2011, ano para ser esquecido pelo River

Por Da Redação 13 dez 2011, 16h47

Carlos Werd.

Buenos Aires, 13 dez (EFE).- Com estilos diferentes, mas igualmente vencedores, o Vélez Sarsfield e o Boca Juniors reinaram no futebol argentino em 2011, ano que, no entanto, ficará marcado para sempre como o do rebaixamento do River Plate para a segunda divisão.

O segundo semestre do ano deixou entre enormes sinais de interrogação outro dos grandes, o San Lorenzo, que começará em fevereiro o Torneio Clausura com a corda ao pescoço e risco de repetir o River.

Com um futebol vistoso e um tridente ofensivo de fazer inveja a muitos times em todo o mundo, o Vélez ficou com o título do primeiro torneio do ano, o Clausura.

Foram 12 vitórias, três empates e quatro derrotas, graças principalmente ao meia-atacante Maxi Moralez e aos atacantes Juan Manuel Martínez e Santiago Silva, autores da maioria dos 36 gols marcados pela equipe.

As transferências ao futebol italiano de Moralez (para o Atalanta) e do uruguaio Silva (para a Fiorentina), somados ao do meio Ricardo Álvarez (para a Inter de Milão), fizeram com que o conjunto comandado por Ricardo Gareca perdesse brilho e qualidade na segunda metade do ano, embora tenha mantido sua essência de bom futebol.

A frustração do Vélez ocorreu em nível internacional, já que parou nas semifinais tanto na Taça Libertadores quanto na Copa Sul-Americana, perdendo primeiro para o Peñarol e depois para a LDU.

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Já o segundo semestre marcou um domínio arrasador do Boca Juniors, que, ao ser campeão invicto do Torneio Apertura, alcançou seu 24º título nacional. O time dirigido por Julio César Falcioni venceu 12 vezes e empatou sete e chegou a 29 partidas sem perder em todo o ano.

A solidez foi a característica de destaque da equipe de Buenos Aires, que, com apenas seis gols sofridos, se tornou a melhor defesa da história do futebol argentino em torneios de um turno (que são disputados desde a temporada 1991-1992) e no qual abriu a maior diferença de pontos (12) sobre o vice-líder.

Certo é que foi um torneio atípico para o Boca, que pela primeira vez não teve que enfrentar o River Plate, seu arquirrival, que caiu em desgraça em junho ao ser rebaixado pela primeira vez em sua história, fruto do péssimo desempenho nas três temporadas até a queda.

A ida do River para a segunda divisão, decretada após a derrota para o Belgrano na ‘Promoción’, representou uma mudança de paradigma na elite, historicamente liderada pelo clube da capital e pelo Boca.

Maior vencedor do Campeonato Argentino, com 33 conquistas, concluiu o pior ano de sua história como vice-líder da segunda divisão, que terminará no meio de 2012. O primeiro colocado é o Instituto, de Córdoba.

Boca, Vélez, Lanús, Arsenal de Sarandí e Godoy Cruz se classificaram para a Taça Libertadores de 2012, enquanto o San Lorenzo, imerso em uma crise institucional e esportiva bastante similar à de 1981, ano em que foi rebaixado, ficou na corda bamba.

O time iniciará a próxima temporada na zona de ‘Promoción’, junto ao All Boys. Tigre e Olimpo começarão como os dois últimos colocados, que seriam rebaixados diretamente. EFE

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