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Vadão rebate goleira americana sobre zika e cita armas nos EUA

O treinador da seleção brasileira feminina não gostou das brincadeiras de Hope Solo e disse que nos EUA é preciso usar colete à prova de balas

Por Da redação Atualizado em 28 jul 2016, 09h04 - Publicado em 22 jul 2016, 17h18

O técnico da seleção brasileira feminina, Oswaldo Alvarez, o Vadão, não gostou nada da brincadeira feita pela goleira americana Hope Solo, que exibiu seu kit anti-zika nas redes sociais, a duas semanas do início da Rio-2016. Em entrevista coletiva em Fortaleza (CE) nesta sexta-feira, Vadão rebateu Hope Solo ao citar os recorrentes casos de violência com armas de fogo nos Estados Unidos.

“Da mesma forma que elas vêm preparadas para os Jogos, a gente também se prepara. Eu mesmo passei repelente. Quando vamos aos Estados Unidos temos que ir com colete à prova de balas porque lá eles atiram na rua. Cada um na sua”, ironizou Vadão. Solo, de 34 anos, ameaçou não disputar a Rio-2016, mas mudou de ideia.

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No último domingo, o tenista brasileiro Bruno Soares também fez discurso semelhante ao de Vadão para criticar os atletas que desistiram da Olimpíada por temor ao zika. “Quantas pessoas já morreram de zika? Quantas pessoas já morreram por causa do terrorismo? Não vejo os atletas mudando a agenda por causa disso (terrorismo)”, escreveu o tenista, em inglês no Twitter.

Alguns tenistas renomados, como o checo Tomas Berdych, o canadense Milos Raonic e a romena Simona Halep alegaram preocupação com o zika vírus para não disputar a Olímpiada no Brasil. O esporte mais prejudicado foi o golfe, que retorna ao calendário olímpico depois de 112 anos. Rory Mcllroy, Jason Day e Dustin Houston, todos entre os cinco melhores do mundo, entre outros, já usaram o zika como justificativa para não disputar a Rio-2016. Ao contrário de golfe e do tênis, que distribuem premiações milionárias, a Olimpíada não oferece prêmios em dinheiro, apenas medalhas.

(com Gazeta Press)

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