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‘TUF não é BBB’, avisa brasileiro campeão do reality show

Diego Brandão, 24 anos, é o único lutador do país a vencer a versão americana do programa - que ganha uma edição brasileira a partir de domingo, na Globo

Por Davi Correia 22 mar 2012, 09h18

“Dentro da casa só há lutadores, e todos querem brigar de verdade. A única semelhança com o BBB é que os confinados não têm acesso às informações de fora da casa”

Depois de transmitir duas lutas do UFC, em novembro de 2011 e janeiro de 2012, a TV Globo estreia neste domingo, logo depois do Big Brother Brasil, o reality show The Ultimate Fighter (TUF), em que duas equipes de lutadores, comandadas por Vitor Belfort e Wanderlei Silva, disputam em confrontos dois contratos com o UFC. Com 14 edições já exibidas nos Estados Unidos, o TUF ganha sua primeira versão estrangeira, mas o ganhador do programa da Globo não será o primeiro brasileiro a vencer no reality. Nascido no Ceará, Diego Brandão foi morar em Manaus aos 7 anos e mora há quatro nos Estados Unidos, onde participou da 14ª edição do TUF, no ano passado. Brandão venceu quase todas as lutas por nocaute. “O programa faz muito sucesso nos EUA”, conta o campeão. “Fiquei famoso por lá!” Com luta marcada para o UFC 146, em 26 de maio, contra o americano Darren Elkins, Diego Brandão aproveitou a chance no programa e conquistou seu espaço. Na entrevista a seguir, ele conta como foi ficar confinado no reality show – e garante que o TUF não tem nada a ver com BBB:

Como foi participar do TUF? Uma experiência muito boa, uma das melhores da minha vida. Muita gente não acreditava que eu tinha condições de ganhar. Mas consegui. Ficar confinado na casa é bem complicado. Para suportar, é preciso trabalhar não só o corpo, mas também a mente. Quais foram as maiores dificuldades? O mais complicado foi a convivência com os outros lutadores, todos desconhecidos. O que ajudou bastante é que eu já falava inglês. Não senti muito o fato de ficar longe da família porque já morava nos Estados Unidos havia algum tempo. O TUF tem alguma semelhança com o BBB? É totalmente diferente. Dentro da casa só há lutadores, e todos querem brigar de verdade. A única semelhança é que os confinados não têm acesso às informações de fora da casa. São seis semanas conversando apenas com os outros atletas e treinadores. Como é a rotina dentro da casa? Os treinos acontecem duas vezes por dia e as equipes não se encontram. Enquanto um time está no caminho para a academia, o outro está voltando para a casa. Os competidores só se encontram à noite. Há brigas fora dos treinos? É contra as regras. Se isso acontecer, o lutador pode ser punido. Qual é o segredo para suportar o isolamento? Esquecer o mundo lá fora e passar as seis semanas focado no seu objetivo, pois há momentos lá dentro que são muito depressivos. No vídeo abaixo, cenas da última luta do TUF, em que Diego Brandão foi campeão, por finalização, contra o americano Dennis Bermudez: Leia também: – Por que tanta gente está de olho em Anderson Silva – Por que tanta gente se apaixona por UFC – Próximo UFC Brasil será no Rio de Janeiro – Lorenzo Fertitta: ‘Sempre quis um time de futebol americano ou basquete’ – Rorion Gracie, inventor do UFC: ‘Antes era briga, agora é só show’

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