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Tensão marca preparação de times para clássico mineiro

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte – O clima de guerra já está armado entre Atlético-MG e Cruzeiro para o clássico da 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo domingo. Para o time atleticano, a partida na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), pode garantir uma vaga na Copa Sul-Americana de 2012, quase um prêmio para quem teve um desempenho totalmente irregular durante a temporada e afastou por pouco o risco de rebaixamento. Do lado cruzeirense, o jogo é mais que decisivo, pois pode definir a permanência na elite do futebol nacional no próximo ano.

Oficialmente, jogadores, comissões técnicas e diretorias de ambos os clubes evitam jogar combustível na fogueira e agravar o clima bélico que envolve a partida. De ambos os lados, os discursos são semelhantes, principalmente de que, apesar de decisivo, esse é um clássico como outros. “Vamos entrar para ganhar com a motivação de todos os clássicos”, afirmou um integrante da direção atleticana.

Pedindo para não ser identificado, ele “garante” que o Atlético-MG não entrará em campo pensando em empurrar o arquirrival ladeira abaixo e que encara a partida como outros clássicos contra o rival, que são “sempre difíceis”. E ainda disse que, afastada a possibilidade de queda para a Série B, a equipe está focada agora na conquista da vaga para a Copa Sul-Americana.

Menos diplomático, o volante Fillipe Souto afirmou que o Atlético-MG precisa “honrar a camisa”, que é uma coisa que “todo time grande requer” e que essa honra será conquistada com a vitória sobre o rival. “Nosso objetivo principal no campeonato já foi conquistado, mas ainda temos um compromisso com a torcida do Atlético, com a família que a gente formou e, principalmente, com a nossa profissão, que é entrar para vencer”, disse o jogador.

SITUAÇÃO DIFÍCIL – Os dois resultados – empate ou vitória do Atlético-MG – serão péssimos para o Cruzeiro, que só estará garantido na Série A com o próprio esforço se vencer a partida. Um empate deixa a equipe com risco de ser ultrapassada pelo Ceará, que, na hipótese de vencer o Bahia, escaparia do rebaixamento e empurraria o time mineiro para a guilhotina.

Na tentativa de evitar o nervosismo que paira no ar da capital mineira, a direção do Cruzeiro optou, inclusive, por fazer a preparação para o clássico em Atibaia, no interior paulista, para onde o time seguiu nesta terça-feira. Para piorar a situação, a equipe entrará em campo desfalcada de jogadores decisivos em diversos momentos. O goleiro Fábio, o atacante Wellington Paulista e o armador Montillo levaram o terceiro cartão amarelo no empate com o Ceará, no último domingo, e estão fora do clássico.

Mesmo assim, Montillo, que deve ser substituído por Roger, seguiu com o grupo para Atibaia, pois, segundo o ídolo cruzeirense, “é o momento de estarmos todos juntos”. “Como sempre, quero ajudar com apoio. Nos treinos, vou ajudar os caras que vão jogar. E domingo, eu estarei lá com eles porque o time todo precisa de gana para ganhar. Será mais uma final”, salientou o meia.