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Rio 2016: as chances de medalhas para o Brasil começam no judô

Entram no tatame às 10 horas os judocas Sarah Menezes (ouro nas últimas Olimpíadas) e Felipe Kitadai (bronze em Londres)

Passado o entusiasmo com a abertura dos Jogos Olímpicos, ocorrida no Maracanã, as atenções se voltam para o primeiro dia oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 – com expectativa de medalhas para o Brasil. Entram no tatame às 10 horas os judocas Sarah Menezes (ouro nas últimas Olimpíadas) e Felipe Kitadai (bronze em Londres).

Sarah está classificada para as oitavas de final da categoria até 48 quilos e espera a vencedora do duelo entre a romena Mônica Ungureanu e a belga Charline Van Snick. A judoca aponta que não está preocupada com a pressão – mesmo afirmando que sabe que é lutadora a ser batida. “A diferença entre 2012 e 2016 é o título. Antes, eu era uma atleta como todas outras. Agora, eu sou a ser batida. Mas eu sou tranquila neste aspecto. Deixo a pressão para vocês”, aponta.

“Os resultados que eu tive dentro do Brasil em competições sempre foram muito positivos. Então, para mim, pessoalmente, é positivo. A minha mãe, pai, irmão, amigos de clube, veio muita gente me ver. A torcida vai ajudar, a gente fica mais forte quando está lutando em casa”, diz.

Na semana anterior à luta, ela teve um desafio: manter o peso. Para conseguir ficar com menos de 48 quilos até a pesagem da última sexta-feira, ela encarou um dia inteiro de jejum. Em coletiva concedida na Vila dos Atletas, ela afirmou que teve que ficar sem comer e beber nada.

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Kitadai, que espera repetir os bons resultados das últimas Olimpíadas, também acredita que a torcida brasileira vai ajudá-lo nas competições. “A torcida só tem o que acrescentar quando lutamos em casa. Quando a gente está sem força, é empurrado. Vai ser um fator positivo”, disse. A torcida o faz sonhar até com o ouro: “Hoje a gente tem certeza que a gente pode chegar ao lugar mais alto do pódio. Eu estou mais seguro de mim”.

Como principais adversários dentro da categoria até 60 quilos, Kitadai listou três campeões: “Os principais são o japonês (Naohisa Takato), campeão mundial de 2013, o do Cazaquistão (Yeldos Smetov), campeão mundial de 2015, e o do Azerbaijão (Orkhan Safarov), campeão mundial masters. São os mais cotados para medalhas”, reconheceu.

Assim como Sarah, Kitadai também espera a definição do adversário. Ele enfrenta o vencedor da disputa entre Simon Yacoub (Palestina) e Walide Khyar (França) na segunda fase. Antes da competição, ele teve que se recuperar de uma lesão no ombro. “Pouca gente acreditava que eu ia voltar de uma lesão daquelas em 40 dias. Mas foi um momento de superação e eu estou 100%. Meu ombro está zero”, disse.

Se Sarah e Felipe repetirem o bom desempenho de Londres, o Brasil pode novamente ter o gosto de, assim como no primeiro dia das competições dos últimos Jogos, chegar a ficar em primeiro no quadro de medalhas – Sarah diz que vai lutar por isso. “Vamos trabalhar para deixar a seleção na ponta do quadro de medalhas por alguns momentos”. “Não tem como prever quantas medalhas vamos ganhar, mas vamos lutar com garra”, afirma Kitadai.

(Com Agência Brasil)