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Paralimpíada de Inverno termina com Ucrânia em 2º no quadro de medalhas

Anfitriã China terminou no topo. Brasil obteve seus melhores resultados, mas ainda sem conquistar nenhuma medalha

Por Da Redação 13 mar 2022, 16h17

Os Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim, na China, terminaram neste domingo, 13. A cerimônia de encerramento, tradicionalmente mais enxuta do que a de abertura, contou apenas com a presença dos porta-bandeiras de cada país no Estádio Ninho de Pássaro.

O representante do Brasil foi o snowboarder gaúcho André Barbieri. A competição chegou ao fim com vitória da anfitriã China e com a Ucrânia, cuja delegação chegou ao país asiático já com o conflito armado com a Rússia em andamento, em segundo.

A China terminou na liderança do quadro de medalhas, com 61 pódios no total (18 ouros, 20 pratas e 23 bronzes). Antes de sediar os Jogos em 2022, o país só havia conquistado uma medalha na história, em 2018. Na segunda colocação do quadro ficou a Ucrânia, com 29 medalhas, sendo 11 ouros, 10 pratas e oito bronzes, registrando a melhor performance do país em todos os tempos.

O Canadá terminou em terceiro, com oito ouros, seis pratas e 11 bronzes. Em razão dos conflitos no Leste Europeu, Rússia e Belarus foram banidas desta edição dos jogos.

O Brasil encerrou sua terceira participação em Jogos Paralímpicos de Inverno sem pódios, mas com motivos para comemorar. Com seis atletas, esta foi a maior delegação que o país já levou ao evento.

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Na última prova que contou com a presença de atletas brasileiros em Pequim, a equipe alcançou o oitavo lugar no revezamento misto do esqui cross-country. Os esquiadores Aline Rocha, Cristian Ribera, Guilherme Rocha e Robelson Lula conseguiram melhorar o resultado obtido em Pyeongchang, em 2018, quando o Brasil terminou em 13º lugar.

A evolução também chamou atenção por outro detalhe: há quatro anos, na Coreia do Sul, o Brasil competiu com apenas dois atletas, Aline e Cristian, que tiveram que esquiar dois trechos cada um. Desta vez, de forma inédita, a equipe estava completa, com cada esquiador sendo responsável por 2,5 km. Os brasileiros fizeram o tempo de 34min10s.

“Hoje a neve estava excelente, para mim, estava ótima. Acabou sendo a minha melhor volta de todas as provas nos Jogos. Foi muito bom poder participar. Foi uma diversão para a gente”, disse Aline Rocha, em declaração ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Aline Rocha e Cristian Ribera, aliás, também foram os responsáveis pelos melhores resultados individuais do Brasil em Pequim. Ambos esquiadores correram as provas do cross country de curta, média e longa distância. Aline alcançou o 10º lugar nas duas primeiras e o sétimo na terceira. Cristian terminou em 9º, 13º e 14º, respectivamente.

Os resultados refletem o aumento nos investimentos para este ciclo. Agora, os atletas aguardam por uma performance ainda melhor na edição de 2026, que acontecerá em duas sedes na Itália: Milão e Cortina d’Ampezzo.

(Com Agência Brasil)

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