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Nico Rosberg anuncia aposentadoria da F1

O alemão, detentor do título do Mundial na última temporada, sai do circuito aos 31 anos

Campeão da Fórmula-1 há cinco dias, Nico Rosberg anunciou nesta sexta-feira aposentadoria das pistas aos 31 anos. Em comunicado divulgado no Facebook, o alemão justificou que após um ano desgastante na Mercedes, travando uma batalha épica com o companheiro de equipe Lewis Hamilton, não conseguirá manter o mesmo ritmo. Rosberg faturou seu primeiro título na categoria máxima do automobilismo ficando na vice-liderança do GP de Abu Dhabi no último domingo, atingindo os 385 pontos na tabela, cinco a mais que o vice-campeão Hamilton.

“A partir do momento que o destino do título estava em minhas próprias mãos, a grande pressão começou e pensei em terminar minha carreira na corrida caso me tornasse campeão mundial”, disse o alemão, que também afirmou que a decisão foi tomada no dia seguinte à conquista.

“Esta temporada foi muito difícil. Segui como um louco em todas as áreas depois das decepções dos últimos dois anos, que alimentaram minha motivação para níveis que eu nunca tinha experimentado antes. E claro que isso teve um impacto sobre aqueles que eu amo também – foi um sacrifício para toda a família, deixando tudo abaixo do nosso alvo”, justificou Rosberg.

A Mercedes, que abriga o piloto desde a temporada de 2010, agradeceu o tempo de trabalho de Nico Rosberg frente à escuderia alemã e fez uma homenagem no Twitter com a legenda “Sonho alcançado”, referindo-se ao título inédito do alemão nesta temporada. O chefe da equipe, Toto Wolf, admitiu estar surpreso com a decisão do atleta, mas que novos rumos para a Mercedes estão por vir: “Para a equipe, esta é uma situação inesperada, mas também empolgante. Vamos tomar o tempo que foi preciso para avaliar nossas opções e traçar nosso caminho para o futuro”.

Abaixo a nota divulgada em seu perfil no Facebook:

Carreira – Nico Rosberg começou a carreira na Fórmula-1 em 2006 pela Williams. Dois anos depois, se destacaria no circuito conseguindo pódios e brigando com os grandes pilotos. Quatro temporadas com a equipe britânica foram suficientes para chamar atenção da Mercedes. Foi anunciado na escuderia alemã no final de 2009 e no ano seguinte iniciaria o melhor período de sua trajetória no automobilismo, sobretudo nos últimos três anos em que travou uma das maiores rivalidades recentes do circuito, com o companheiro britânico Lewis Hamilton.

Em 2016, ele se manteve no topo em quase toda a temporada com a sombra de Hamilton, mas a eficiência e regularidade do alemão foram maiores. Rosberg repetiu o feito de seu pai, o finlandês Keke Rosberg, campeão em 1982 (antes, apenas Graham Hill e Damon Hill haviam conseguido os títulos em família). Nico foi o quarto alemão a se sagrar campeão da Fórmula 1: o país possui no total 13 títulos na categoria, sete de Michael Schumacher, quatro de Sebastian Vettel e um de Jochen Rindt.

Comentários

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  1. Linda nota, reflexo de um grande campeão. Digna de receber uma tradução apurada da Veja.

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  2. hildo molina

    atitude digna, como era o perfil de seu pai. parabéns. não é conveniente ficar tropeçando na carreira e nos obrigando a engolir pilotos medianos por 10, 15 anos sem sair do mesmo lugar, nunca pódio.

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  3. Duso Ogrizek

    Jochen Rindt era austríaco. Campeão póstumo, graças a uma vitória do Emerson.

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  4. joao batista rodrigues procopio

    O Hamilton comprou a equipe e demitiu o pleibóizin chorão…

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  5. Ronalde Segabinazzi

    Nico jamais seria campeão este ano caso o carro do Hamilton não tivesse dado problemas. Ao fugir da raia, torna-se assim um corredor mediano, sem condições de enfrentar essa categoria.

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  6. Antonio de Castro Junior

    Foi inteligente. Parou no topo, evitando o declínio e o esquecimento experimentado por Kimi, Jenson e Alonso. Parabéns. Precisa ser muito corajoso pra fazê-lo.

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  7. Aloisio Barros

    Mais um descontente com os rumos da F-1 nos últimos anos e com a proteção que as equipes dão ao primeiro piloto. A tendência é só piorar, pois os novos donos da marca visam apenas faturamento. O esporte já perdeu seu lugar faz tempos e virou um jogo onde quem tem patrocínio é piloto. A F-1 de hoje nada tem com a velha F-1 de grandes mitos, de grandes chefes e de garra.

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  8. Ele sabe que a sorte deste ano difícilmente se repetirá, Hamilton e Vestapen ainda dão alguma emoção, por que está dando sono a diferença entre as equipes, as novas regras pra 2017 são boas mas atrasadas 10 anos, á conferir.

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