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Máfia dos cambistas: TJ nega liberdade de dirigente do COI

Patrick Hickey, apontado como um dos líderes de uma rede internacional de venda ilegal de ingressos, foi preso nesta quarta

Por Leslie Leitão - 18 ago 2016, 19h53

O Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados do irlandês Patrick Hickey, membro do Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) e presidente do Comitê Olímpico da Irlanda. Hickey é apontado como um dos líderes de uma rede internacional da máfia dos ingressos que atua em grandes eventos e foi preso nesta quarta-feira.

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O delegado Aloysio Falcão ouviu Hickey e vai encaminhá-lo para a Delegacia de Polícia de Investigações Interestaduais (Polinter). O preso deve ser encaminhado posteriormente para o Complexo Penitenciário de Gericinó, antigo Complexo Penitenciário de Bangu, ainda nesta quinta.

Hickey foi detido em um hotel na Barra da Tijuca, passou mal e precisou ser atendido por médicos. A suspeita é que ele tenha facilitado, por meio do Comitê Olímpico da Irlanda, que uma empresa chamada Pro 10 comercializasse oficialmente os ingressos dos jogos no país. As investigações apontaram que a Pro 10 pode ser uma empresa fantasma, criada para desviar as entradas para outra empresa, a THG, que então revendia os mesmos ingressos por um preço mais alto.

Além de Hickey, os outros mandados de prisão preventiva foram expedidos contra Michael Glynn, Eamonn Collins e Ken Murray. Todos vão responder por formação de quadrilha, marketing de emboscada e facilitação ao cambismo.

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Na semana passada, a Justiça já havia decretado a prisão de quatro envolvidos no esquema, inclusive o dono da THG, o inglês  Marcus Evans, que também tem em seu império um time de futebol, o Ipswich Town, da Inglaterra. Os outros mandados são contra o irlandês David Patrick Gilmore, o inglês Martin Studd e o holandês Marten Van Aos. Nenhum deles está no Brasil.

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