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Lars Grael teme que lixo na Baía de Guanabara atrapalhe regatas

Embora estudos tenham revelado níveis altos de patógenos causadores de doenças na Baía, exames mostram que as raias estão dentro dos limites OMS

Por Da redação
Atualizado em 12 ago 2016, 11h23 - Publicado em 12 ago 2016, 10h25

O velejador Lars Grael, que conquistou duas medalhas olímpicas de bronze para o Brasil, teme que os iatistas olímpicos se deparem com lixo e sacos plásticos nas provas da Baía da Guanabara nesta sexta-feira. A baixa das marés irá diminuir a água nas raias, e a chuva, que já tinha começado a cair na manhã desta sexta-feira, pode levar dejetos através das correntes, disse Grael a respeito do local, no qual veleja há quase meio século.

“Estou preocupado que amanhã [hoje] os barcos fiquem presos em sacos plásticos ou se choquem com lixo”, disse ele à Reuters na Marina da Glória. “As condições estarão perfeitas para isso. Os organizadores terão que trabalhar duro para recolher o lixo”.

Grael, de 52 anos, que conquistou medalhas na hoje extinta prova da classe Tornado na Olimpíadas de Seul 1988 e Atlanta 1996, queria que a competição de vela da Olimpíada do Rio de Janeiro fosse realizada em Búzios, que fica três horas de carro ao norte da capital fluminense e conta com águas mais limpas e ventos mais regulares.

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A poluição da água da Baía de Guanabara tem sido um tema polêmico durante toda a preparação para os Jogos e assombra os organizadores desde que o Rio conquistou o direito de sediar o evento sete anos atrás. A promessa de limpar a baía por meio da construção de novas tubulações de esgoto e de estações de tratamento, junto com a coleta de toneladas de lixo trazidas pela chuva, praticamente não foi cumprida.

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Dentro dos limites — Embora estudos tenham revelado níveis altos de patógenos causadores de doenças na Baía de Guanabara, o comitê organizador da Rio 2016 e a Federação Internacional de Vela disseram na quarta-feira que analisam os testes de água diários do governo. Os exames mostram, dizem, que as raias estão dentro dos limites da Organização Mundial da Saúde (OMS) para um “contato primário” seguro, como o nado. A vela é considerada “contato secundário” e menos perigoso. Os casos de velejadores doentes têm sido raros, e é difícil provar a verdadeira origem das doenças.

Nesta quinta-feira, porém, o treinador da velejadora belga da classe Laser Radial Evi van Acker disse que seus médicos suspeitam que a água da baía causou uma infecção que afetou seriamente a energia e o desempenho da medalhista de bronze dos Jogos de Londres 2012. Ainda assim, a maioria dos velejadores olímpicos entrevistados pela agência Reuters ao longo dois últimos dois anos, incluindo Grael, considera os riscos à saúde exagerados e dizem que a qualidade da água melhorou.

(Da redação)

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