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IAAF libera Caster Semenya para competir

Corredora sul-africana estava sob investigação por dúvida sobre seu sexo

Por The New York Times - 7 jul 2010, 15h17

Richard Stander, da federação de atletismo da África do Sul, afirmou que ela poderá entrar para a equipe do país no campeonato mundial juvenil que começa no dia 19 se conseguir índice para a competição.

Caster Semenya, a corredora sul-africana cuja trajetória profissional estava no limbo por causa de questões sobre seu sexo, foi liberado para competir como mulher pelo organismo que rege o atletismo internacional, a IAAF. A decisão dá fim a onze meses de impasse, desde que Semenya venceu os 800 metros no campeonato mundial, levantando suspeitas por suas características externas masculinas. A IAAF determinou que Semenya, de 19 anos, poderia voltar a competir imediatamente. Os detalhes dos testes médicos permanecem confidenciais e o comunicado oficial não dá detalhes sobre o resultado. “A IAAF aceita a conclusão do painel de especialistas médicos pelo qual ela pode competir imediatamente”, afirma o comunicado. Os advogados de Semenya negociaram por vários meses com a IAAF, que solicitou à federação de atletismo sul-africana que a mantivesse afastada das pistas até que o impasse fosse resolvido. “Estou emocionada por entrar na arena mundial do atletismo outra vez e ansiosa para voltar a competir”, disse ela. Richard Stander, da federação de atletismo da África do Sul, afirmou que ela poderá entrar para a equipe do país no campeonato mundial juvenil que começa no dia 19 se conseguir índice para a competição. “Estamos encantados que Caster possa finalmente competir com outras mulheres, como é de seu direito legal e natural”, disse o advogado da atleta, Jeffrey Kessler. “Temos esperança que essa resolução crie um precedente para que no futuro não tenhamos tanta espera e escrutínio público como Caster foi forçada a enfrentar.” A controvérsia apareceu depois que Semenya ganhou os 800 metros no campeonato mundial em Berlim, em agosto do ano passado. Alguns competidores questionaram abertamente seu gênero logo depois da prova. Ele ganhou a corrida dois segundos à frente da segunda colocada numa prova que costuma ser decidida em frações de segundo.

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