Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Governo da China ameaça limitar gastos de clubes de futebol

Autoridades chamaram de "despesas irracionais" os valores pagos pelos clubes para contratar jogadores como Oscar e Tevez

Por da redação 5 jan 2017, 14h52

A Administração Geral do Esporte da China, órgão do governo do país que regulamenta os esportes, criticou nesta quinta-feira os altos gastos dos clubes de futebol para contratar jogadores estrangeiros e ameaçou impôr limitações. No site da entidade as contratações são chamadas de “despesas irracionais”, e é apontada a necessidade do estabelecimento de um teto, tanto nas transferências, como nos salários pagos a astros internacionais.

O Shanghai Shenhua, por exemplo, pagará 38 milhões de euros (128,5 milhões de reais) por ano ao atacante argentino Carlos Tevez. Já o rival Shanghai SIPG desembolsou 60 milhões de euros (203 milhões de reais) para tirar o brasileiro Oscar do Chelsea.

Nos últimos dias, diversos rumores surgiram na imprensa mundial sobre a possibilidade de um clube da China investir, inclusive, para contratar o argentino Lionel Messi, do Barcelona, ou o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. Segundo a emissora Sky Sports, o Hebei Fortune – time de nome sugestivo – teria oferecido salário equivalente a 1 milhão de reais por dia para Messi.

No texto divulgado nesta quarta-feira, a administração esportiva estatal aponta como consequência do reaquecimento excessivo do mercado de transferências no país, a compra de clubes europeus por empresários do país, como o Milan, a Inter de Milão e o Aston Villa.

Continua após a publicidade

Luiz Felipe Scolari conquistou dois títulos chineses em seus dois anos no Guangzhou Evergrande
Felipão conquistou dois títulos chineses em seus dois anos no Guangzhou Evergrande Masterpress/Getty Images

Além da possibilidade de estabelecimento de um teto, o órgão ainda sugere que os times que mais gastem nas janelas de transferência, paguem valores maiores para o desenvolvimento de jovens atletas.

Liderada pelo presidente Xi Jinping, um apaixonado por futebol, a China colocou em prática nos últimos anos um ambicioso programa para transformar o futebol local em uma potência mundial. No entanto, a crítica é que o dinheiro empenhado está sendo utilizado para atrair estrelas internacionais e não formar jogadores no país.

Dentre os brasileiros, estão no país nomes como Renato Augusto e Paulinho (ambos titulares da seleção brasileira), Ralf, Jadson, Geuvânio e os treinadores Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes. O próximo a chegar deve ser o atacante Marinho, ex-Vitória, que nesta manhã disse ter recebido uma “proposta surreal” do exterior.

(com agência EFE)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)