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Diego Aguirre critica tratamento dado a técnicos no Brasil: ‘Muito cruel’

Por Da Redação - 20 jul 2011, 14h57

O técnico do Peñarol, do Uruguai, Diego Aguirre, foi vice-campeão da Copa Libertadores da América deste ano, o que lhe rendeu algumas propostas de clubes da América do Sul e de times dos Emirados Árabes Unidos. Em meio aos convites, algumas equipes brasileiras o convidaram, mas ele rejeitou e explicou o motivo para o jornal Ovación, do Uruguai.

Um dos convites recebidos foi do Atlético-PR, mas a facilidade com que técnicos são demitidos no Brasil e a classificação do Furacão no Campeonato Brasileiro pesou para que ele não aceitasse.

‘O Atlético-PR tem muitos riscos esportivos. A prova é que está em último. Eu não sabia como chegar e dar a volta por cima rapidamente. O Brasil é muito cruel: você perde três partidas e tchau. E lá três jogos se jogam em uma semana. Tinha muitos riscos’, disse ao diário esportivo.

O treinador, que, quando era jogador, atuou no Brasil por Internacional e São Paulo, revelou também quais clubes, em melhor situação, dirigiria atualmente.

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‘Por exemplo, se tivesse vindo o São Paulo. Inter e Grêmio, que em algum momento também houve possibilidades, ou uma equipe grande da Argentina, mas não se deu assim’, declarou o uruguaio.

Diego Aguirre começou sua carreira na comissão técnica do Plaza Colonia, do Uruguai, em 2001, seguindo para o Aucas, da Colômbia, chegando ao Peñarol, para sua primeira passagem pelo clube, em 2002. Ele ainda passou pelo Alianza Lima antes de treinar a seleção sub-20 do Uruguai. Por fim, assinou com o Peñarol na temporada 2009/2010, onde está até hoje.

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