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Porquinho de brinquedo é destaque em Billi Pig

Por AE

São Paulo – Grávida de sete meses, Grazi Massafera sofre os inconvenientes da celebridade. “É a desvantagem de ter uma gravidez pública. Todo mundo sabe que estou de sete meses. Quase não me deixaram embarcar no Rio, para vir a São Paulo.” Grazi curte o seu momento Billi Pig. Ela queria acompanhar a pré-estreia da comédia de José Eduardo Belmonte em todas as praças. O filme entra hoje em 200 salas de todo o País. As restrições das viagens aéreas para grávidas estão impedindo que isso ocorra, mas Grazi ia forçar a barra para ir a Curitiba. “Quero ver o filme com minha família.”

Ela está linda, deslumbrante, com aquela aura que a maternidade confere às mulheres. O bebê é uma menina. “Ele está muito feliz, vive todo esse processo com a mesma alegria e encantamento que eu.” Ele é o pai da criança, Cauã Reymond. Selton Mello, que conhece os dois – e estrela Billi Pig -, só tem elogios. “Grazi e Cauã são bonitos, são globais, podiam levar a vida só nas capas de revistas, mas estão muito empenhados em se superar. Levam a sério a representação, e são bons. Para mim, ela é a revelação do Billi. Espero que as pessoas percebam isso e não fiquem com preconceito, lembrando o BBB.”

Billi Pig nasceu da deliberada vontade do diretor de criar uma terceira via para o cinema brasileiro. Como ator e diretor, Selton Mello se antecipou e, com O Palhaço, criou o evento no cinema brasileiro do ano passado – 1,5 milhão de espectadores para um filme autoral, sensível.

Num cinema brasileiro polarizado entre as comédias descerebradas, que arrebentam nas bilheterias, e o filme cabeça, que ninguém vê, O Palhaço apontou um outro caminho. Belmonte ingressa na mesma via, e arrisca tudo.

“Sempre quis dialogar com a chanchada, fazer um musical. Billi Pig tem tudo isso, e mais.” Desde que passou em janeiro, na Mostra de Tiradentes, integrando a homenagem que o evento prestou a Selton Mello, Billi Pig tem recebido muitas críticas. “Tão falando muito mal, é?”, pergunta o diretor. Para ele, o filme não é diferente de seus anteriores – nem do próximo, que finaliza. O Gorila, com Alessandra Negrini, nasceu de uma encomenda. Nem por isso, Belmonte deixou de fazer o filme que queria, como queria. “Não sei se sou autor, mas tenho meu jeito de fazer cinema, de encarar a vida e a arte, e tudo se mistura.”

Billi Pig tem um crédito que não é original na carreira do cineasta. “Um filme de José Eduardo Belmonte e equipe.” Ele justifica o crédito dizendo que gosta de improvisar com os atores, e num filme com vocação de chanchada, então, deixou todo mundo solto para criar com ele. “Era uma loucura, de repente eu estava improvisando com o Selton, o Milton, que têm uma cancha enorme”, resume Grazi. O filme é sobre essa aspirante a atriz (Grazi) que tem um marido trambiqueiro (Selton). Eles se unem a um pastor também trambiqueiro (Milton), prometendo um milagre para pai traficante cuja filha recebeu um tiro e entrou em coma. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.