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Na cola de Meghan Markle, rainha Elizabeth II abandona peles de animais

Novidade foi celebrada por ativistas: soberana, porém, ainda está longe da duquesa de Sussex, que só usa figurinos de marcas amigas da natureza

A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, não vai mais adquirir roupas feitas com pele de animais. A novidade foi anunciada por Angela Kelly, costureira de longa data da monarca, em seu livro de memórias The Other Side Of The Coin: The Queen, The Dresser And The Wardrobe. “Se a Sua Majestade tiver que comparecer a um compromisso em uma temperatura particularmente fria, a partir de 2019 será usada pele falsa para garantir que ela fique aquecida”, diz o livro.

Entretanto, a novidade diz respeito somente às roupas novas — a rainha continuará a usar peças feitas de pele verdadeira que já estão em seu guarda-roupa, desde chapéus e casacos até roupas cerimoniais.  Apesar disso, o anúncio foi comemorado por ativistas dos direitos animais, que há muito criticavam a monarca pelo uso de peles.

A decisão vai de encontro com o lado moderninho da família, representado especialmente pela americana Meghan Markle. A duquesa de Sussex, esposa do príncipe Harry, é não só contra o uso de pele de animais: ela prefere peças de roupa com o selo cruelty-free (produtos que não prejudicam ou matam animais) ou feitas por designers veganos.

Em sua recente passagem pela África, Meghan chamou a atenção por escolher modelos sustentáveis, feitos com tecidos locais e em fábricas que funcionam à base de energia solar, além de marcas comprometidas com a sustentabilidade e com o desenvolvimento social local.

Já Kate Middleton ainda se rende aos encantos das peles verdadeiras — embora só compre chapéus feitos com pele de alpacas que “morreram de causas naturais”, conforme garante o fabricante. Apesar disso, a duquesa chegou a alterar a composição de uma joia real, de marfim para vidro, sinalizando oposição ao comércio do material e à caça de elefantes.