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Marido dá banho em Sandy como jurado ‘virtual’ do ‘SuperStar’

No Twitter, Lucas Lima faz comentários mais assertivos e engraçados sobre as bandas do reality musical da Globo do que a mulher, que trabalha nele

Por Daniel Dieb - 25 maio 2015, 14h57

Sandy ficou conhecida como a jurada boazinha do SuperStar, o reality show de bandas da Globo, por tecer elogios a todos os que se apresentavam no programa — mesmo quando ela votava contra ou opunha alguma ressalva ao grupo. Seu marido, Lucas Lima, em compensação, é uma espécie de jurado honorário da atração, que ele comenta, banda a banda, com mais assertividade e humor que Sandy.

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Neste domingo, 25, tocaram no palco do SuperStar as oito bandas que têm Sandy como madrinha e caberia a ela salvar uma das três últimas colocadas na votação do público. O Trio Sinhá Flor e os grupos Reverse e Kita ficaram na parte de baixo da tabela, e Sandy, “arrasada”, escolheu os roqueiros do Kita, que cantaram a autoral Twisted Complicated World, para passar à próxima fase. Sobre o Trio Sinhá Flor, um dos que ela deixou partir, Sandy repetiu o mantra sobre a “falta de música própria”, um dos poucos argumentos que ela usa para se opor a algum concorrente. Já o sagaz Lucas Lima, no Twitter, apontou que o aumento de votos do grupo se deu no momento em que canção, tardiamente, aumentou o ritmo. “Trio Sinhá Flor deixou para explodir a música muito para o final, senão teria arrebentado”, anotou. De fato: o público tem mais poder do que o jurado e, se tivesse dado votos suficientes para a banda, ela teria passado de fase.

O marido de Sandy também foi preciso ao analisar a performance do grupo Devir, que teve 86% dos votos e se sagrou o favorito do público neste domingo. Em ritmo de ska, a banda adaptou a letra de All About that Bass, de Meghan Trainor, que ganhou trechos em português — mas não a letra toda. “Boa decisão de não traduzir o refrão. Imagina (ela cantando) ‘É Tudo pelo Baixo'”, cravou Lucas Lima. Logo atrás, veio Dona Zaíra, com 85% de aprovação. Apesar do bom resultado junto aos espectadores, o grupo não convenceu Lima. “A banda pode ousar ainda mais na sonoridade para (o som) ficar mais loucão”, tuitou. De Piracicaba, São Paulo, o sexteto fez um mix de Tenho Sede, de Dominguinhos e Anastácia, com Rio de Lágrimas, de Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Piraci.

Os 85% de votos se repetiram com a banda Versalle, de Porto Velho, que apresentou Modelo Adequado, uma das poucas canções próprias de rock em português do programa. Sandy a comparou com a sonoridade “retrô” (!) de Los Hermanos e The Strokes, enquanto Lucas Lima se sentiu surpreendido pelo grupo, cujo estilo foi descrito por ele como “talvez não para ganhar esta edição”.

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Quando o Eletronaipe, um dos grupos apadrinhados por Sandy, tocou pela primeira vez no reality, duas semanas atrás, Lucas Lima descreveu a banda como “genérica” e elogiou o vocalista Marquinho OSócio, ex-The Voice, ao chamá-lo de “excelente”. Lucas Lima parece ter sido lido: desta vez, mesmo com OSócio rouco, o Eletronaipe tocou pop rock na autoral Só Eu Sei e ficou na quarta posição com 82% dos votos.

Lucas Lima e Sandy concordaram na avaliação de Os Gonzagas, também com 82% dos votos. Mas o maridão foi mais preciso. Os Gonzagas tentaram “modernizar” o forró ao acrescentar baixo e guitarra para a apresentação do mix de Cheiro de Carolina, de Luiz Gonzaga, e Carolina, de Seu Jorge, e ouviram de Sandy que deveriam “subir um pouco mais o tom”. Pouco antes, no Twitter, Lima disse o quanto deveriam subir: “ia soar bem melhor uns dois tons acima”, escreveu.

Ao final do programa, foi a vez de Sandy se apresentar. Ao contrário do que os fãs de Sandy & Júnior esperavam, ela não escolheu Imortal ou Olha que o Amor me Faz, e encerrou o reality show com Ponto Final, composta por ela ao lado de Tati Bernardi e do marido. Na semana que vem, ocorre o último “Superpasse”, com as bandas apadrinhadas por Thiaguinho.

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