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Estilista Dinho Batista transforma a ráfia em artigo de luxo

Peças podem ser vendidas em Dubai, Arábia Saudita e Los Angeles

Radicado em São Paulo, o estilista recifense Dinho Batista segue seu trabalho de pesquisa para transformar simplicidade em luxo. Depois de lançar uma coleção feita de feita de tressê de fitas de tecido e gorgurão, ele agora cria coletes e vestidos de festa tendo como matéria-prima a ráfia sintética. Esse item aparece muito em peças de artesanato brasileiro, encontrado em cidades turísticas do nordeste.

Como foi dar um ar sofisticado a ela? “As tiras de ráfia, de cerca de um centímetro de largura, são costuradas uma a uma, para depois receber uma camada de tule italiano e ficarem planas”, diz Batista. Um vestido pode levar 36 horas de trabalho manual, daí serem comercializados entre 3 500 e 7 000 reais.

Ráfia sintética: tiras costuradas uma a uma antes de receber acabamento com tule italiano

Ráfia sintética: tiras costuradas uma a uma antes de receber acabamento com tule italiano (Acervo Pessoal/VEJA)

Na contramão de estilistas que seguem a cartilha do Ctrl C + Ctrl V, bebendo de fontes internacionais, Dinho Batista integra o time de estilistas da Maison Alexandrine, boutique de luxo criada por Alexandra Fructuoso em São Paulo. A empresária tem hoje show-rooms em Dubai, Arábia Saudita e Los Angeles – de onde a stylist de Jennifer Lopez tirou uma peça metalizada de Batista para a gravação do clipe de El Anillo.