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Chorão, do Charlie Brown Jr., morre em São Paulo

Motorista encontrou cantor morto em apartamento no bairro de Pinheiros

Por Da Redação - 6 mar 2013, 06h47

O vocalista da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Magno Abrão, o Chorão, morreu na madrugada desta quarta-feira em seu apartamento no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Chorão tinha 42 anos e foi encontrado desacordado por seu motorista, segundo informações da assessoria da banda. A causa da morte ainda é desconhecida. A polícia foi chamada ao apartamento para fazer o trabalho de perícia e o corpo de Chorão foi levado ao IML na manhã desta quarta-feira para ser determinada a causa da morte.

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Fundado em 1992 em Santos, no litoral de São Paulo, o Charlie Brown Jr. foi uma das bandas mais importantes do rock nacional, alcançando grande popularidade no fim da década de 90. Além de Chorão, a banda tinha em sua formação inicial os músicos Thiago Castanho (que participou dos três primeiros álbuns e voltou em 2005), Renato Pelado, Marcão e Champignon — os três últimos deixaram o grupo em 2005, sendo que Marcão e Champignon retornaram em 2011. No ano passado, durante um show, Chorão acusou Champignon de só ter voltado para a banda por dinheiro, e publicou um vídeo dias depois dizendo que os dois já haviam feito as pazes.

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Em 15 anos de carreira, a banda lançou nove álbuns de estúdio, que venderam, juntos, mais de cinco milhões de cópias. O primeiro álbum do grupo, Transpiração Contínua Prolongada, de 1997, fez muito sucesso na época com músicas como Proibida pra Mim e Tudo que Ela Gosta de Escutar. Outras canções famosas do grupo são Te Levar, que de 1999 a 2006 foi tema do seriado Malhação, da Globo, e Zóio de Lula (“Meu escritório é na praia / Eu estou sempre na área / Mas eu não sou daquela laia não”). O último álbum de estúdio do Charlie Brown Jr. foi Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva), que ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro em 2009. No ano passado, o grupo lançou o CD e DVD ao vivo Música Popular Caiçara.

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Biografia – Nascido em São Paulo, Chorão mudou-se no final da adolescência para Santos. Ali se encantou com o skate, esporte pelo qual disputou campeonatos nacionais (nos braços ele trazia tatuadas as frases “Marginal alado” e “Skate por toda vida”) — foi também nessa época que passou a ser chamado de “Chorão”, apelido que ganhou de amigos porque ainda não dominava bem a prática. Além da música, Chorão se dedicou ao cinema: foi roteirista e ator do filme O Magnata (2007), dirigido por Johnny Araújo e com Paulo Vilhena, Maria Luisa Mendonça e Chico Diaz no elenco. Também mantinha o Chorão Skate Park, em Santos, uma pista de skate frequentada por skatistas amadores e profissionais.

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Conhecido por ser “esquentado”, em 2004 Chorão agrediu e quebrou o nariz de Marcelo Camelo, do Los Hermanos, na sala de desembarque do aeroporto de Fortaleza. Processado por Camelo, teve de pagar indenização por danos morais ao músico.

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Chorão foi casado durante quinze anos com a estilista Graziela Gonçalves, de quem se divorciou no ano passado. Ele deixa um filho de seu primeiro casamento, também chamado Alexandre, de 22 anos.

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