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A nova ordem global: ritmo do Caribe ganha o mundo

Aclimatação dos ritmos jamaicanos à latinidade de Porto Rico, o reggaeton ganhou o mundo com 'Despacito' — e já se mistura até ao sertanejo universitário

Por Sérgio Martins - 5 Nov 2017, 06h00

O Mofongo, acepipe típico da culinária porto-riquenha, é feito de banana-da-terra amassada e combinada a outros ingredientes variáveis: carne de porco ou gado, caldo de frango, camarão. A música desse território caribenho produziu um mexido similar. Batizado de reggaeton, ele tem como base o reggae eletrônico — criação de outra ilha caribenha, a Jamaica — misturado ao hip-hop. Ao contrário do regionalíssimo mofongo, o reggaeton já ultrapassou sua terra natal. Tornou­­-se o principal produto de exportação musical de Porto Rico depois da explosão do Menudo, no início dos anos 80, graças, sobretudo, a Despacito, dueto do cantor Luis Fonsi com o rapper Daddy Yankee que liderou a parada de 59 países e cujo vídeo teve mais de 4 bilhões de visualizações.

O ritmo globalizou-se: foi adotado por vários países de língua espanhola — e, mais recentemente, inglesa, com a adesão de Justin Bieber e Ed Sheeran. No Brasil, o flerte com o reggaeton chega via Colômbia, país vizinho que abraçou o mofongo musical com entusiasmo. Dois astros do gênero têm feito sucesso por aqui: Maluma, conhecido por parcerias com Anitta e o sertanejo Lucas Lucco, e que na próxima semana se apresenta em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília; e J. Balvin, também parceiro de Anitta. Seu Mi Gente — com participação de Beyoncé — substituiu Despacito nas paradas latinas dos Estados Unidos. “Ouço reggaeton desde criança, mas a Colômbia não tem tradição local no ritmo. Estamos construindo isso agora”, diz J. Balvin.

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