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USP: reitoria está destruída e equipamentos sumiram

De acordo com a instituição, invasão encerrada nesta terça causou mais destruição do que as de 2007 e 2011

Por Da Redação - 12 nov 2013, 10h09

Os alunos que ocupavam há 42 dias a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) liberaram o prédio nesta terça-feira. E deixaram para trás um rastro de destruição que, segundo a instituição, é o pior das três ocupações recentes do local, que também foi tomado em 2007 e 2011. Após a perícia realizada nesta manhã pela polícia, funcionários da USP contabilizam os prejuízos. Além das pichações em todo o edifício, diversos equipamentos, como computadores, sumiram e há lixo espalhado por toda a parte. Os manifestantes também quebraram mesas e cadeiras.

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A polícia cercou o prédio volta das 5h30 desta terça para cumprir a ordem de reintegração de posse emitida pela Justiça. Os manifestantes deixaram o prédio pacificamente e não foram registrados confrontos.

Histórico – O prédio foi invadido pelos estudantes no dia 1º de outubro como forma de protesto por eleições diretas para o cargo de reitor. João Grandino Rodas foi transferido para o prédio conhecido como Antiga Reitoria.

No mesmo mês, a USP solicitou à Justiça a reintegração de posse do local. No dia 15 de outubro, contudo, uma decisão judicial deu prazo de 60 dias para que o grupo de manifestantes desocupasse o prédio. Descontente, a universidade entrou com novo recurso para a retomada do edifício. Desta vez, a decisão foi favorável à instituição: no último dia 5, desembargador Xavier de Aquino, do 1º Grupo de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proferiu a favor de reintegração de posse. Aquino argumentou que o caso era “extremamente grave” e que “alunos e pseudo-alunos” estavam atrapalhando o bom andamento da universidade.

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