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Livros do Enem que foram adaptados no cinema

Faltando poucos dias para a prova, vale mais a pena ver o filme do que tentar ler a obra inteira

Por Ana Beatriz Magno
30 out 2016, 18h03

As questões de literatura no Enem não são de decoreba, não cobram nomes de personagens nem detalhes de enredos, mas exigem que os candidatos conheçam as grandes correntes literárias e seus autores. A prova privilegia a literatura brasileira. Há obras e escritores que sempre caem, como Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis.
A essa altura, faltando menos de duas semanas para o Enem, não é hora de ninguém tentar ler todos os livros recomendados, do começo ao fim, até 6 de novembro, dia da prova de Linguagens. Mas este é o momento de fazer revisões que rememorem conteúdos, tranquilamente, sem tensão. Uma boa estratégia, dizem os especialistas, é ver filmes baseados nos grandes romances. “Eles apresentam uma visão geral das obras, sem o nervosismo do estudo de última hora”, explica André Valente, professor de literatura e redação do Cursinho da Poli, de São Paulo.

A seguir, uma lista de bons filmes adaptados de livros e autores que caem muito no Enem.

Vidas Secas (1964), de Nelson Pereira dos Santos – Adaptação do romance de Graciliano Ramos sobre a saga de viver no sertão nordestino. O filme mostra desde a imagem esquálida da leal cadela Baleia até o cenário castigado da caatinga.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001), de André Klotze – Estrelado por Reginaldo Faria, o filme adapta o clássico de Machado de Assis sobre Brás Cubas, um morto que resolve contar sua biografia num relato ácido e irônico sobre a sociedade carioca do fim do século XIX.

Capitu (1968), de Paulo Cesar Saraceni – Adaptação de Dom Casmurro, de Machado de Assis, clássico sobre o ciúme e os costumes da época.

O Cortiço (1978), de Francisco Ramalho Júnior – Adaptação do livro de Aluízio Azevedo, publicado em 1890 e que mostra o insalubre cotidiano de cortiços no Rio de Janeiro no final do século XIX.

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Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel (1979), de Carlos Coimbra – Baseado no livro da fase indianista de José de Alencar. A obra de 1865 mostra o encontro entre a cultura indígena e o colonizador europeu.

Capitães da Areia (2011), de Cecília Amado – Neta de Jorge Amado, a diretora recupera o romance do avô sobre o cotidiano de meninos de rua na Salvador dos anos 1930. Tem forte enfoque político e crítico contra a desigualdade social.

Vinícius (2005), de Miguel Faria Jr. — O documentário mostra a vida, a obra, a família, os amigos, e amores de Vinicius de Moraes, autor de centenas de poesias e letras de música.

Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998), de Paulo Thiago — Adaptação do livro de Lima Barreto, de 1911, que mostra as agruras do sonhador Policarpo, um nacionalista que luta para implantar o tupi-guarani como língua oficial do Brasil e é visto como louco pela sociedade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral– O filme adapta o livro de Clarice Lispector sobre uma jovem órfã que sai do Nordeste e tenta melhorar de vida como datilógrafa em São Paulo.

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O Poeta de Sete Faces (2002), de Paulo Thiago – Documentário sobre Carlos Drummond de Andrade, autor que sempre cai no Enem. O filme conta vida de Drummond e mostra alguns de seus versos mais relevantes.

Grande Sertão: Veredas (1965), de Geraldo Pereira – Filme em preto e branco narra a amizade e o encantamento de Diadorim pelo jagunço Ribaldo, tema do livro de Guimarães Rosa, um dos mais importantes da literatura brasileira.

Morte e Vida Severina (2012) – Versão em animação, com desenhos do cartunista Miguel Falcão, do clássico poema do pernambucano João Cabral de Mello Neto sobre as agruras dos retirantes nordestinos. Pode ser baixado no YouTube.

Gabriela Cravo e Canela (1975) – Não é filme, e sim a novela original da TV Globo com Sonia Braga, adaptada do livro de Jorge Amado, de 1958. A obra mergulha nas relações sociais e culturais da Bahia cacaueira dos anos 1930.

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